Com vitória sobre a Suécia, EUA completa melhor campanha da história da fase de grupos
A goleada sobre a Tailândia por 13 a 0 motivou críticas às americanas. Deveriam ter tirado o pé, ou pelo menos não comemorado os gols a partir de certo ponto. Aquele placar, porém, segue produzindo recordes para os Estados Unidos. Foi a maior goleada da Copa do Mundo e também ajudou o time a deixar seu nome na história com a melhor campanha da história da fase de grupos da edição feminina (e masculina). Ao vencer a Suécia, por 2 a 0, nesta quinta-feira, chegou a três vitórias, 18 gols marcados e nenhum sofrido. Superou a Noruega, que também ganhou as três e não levou nenhum gol em 1995, mas marcou apenas 17 vezes. E acabou sendo campeã mundial.
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Superioridade
Ninguém ficou surpreso ao ver os Estados Unidos muito melhores do que Tailândia e Chile. O confronto contra a Suécia, porém, era mais equilibrado e, mesmo assim, as atuais campeãs do mundo demonstraram uma notável superioridade técnica. Dominaram o jogo, desenvolveram jogadas mais elaboradas e tocaram a bola com qualidade. Era fácil chegar ao ataque, com Megan Rapinoe pela esquerda e Tobin Heath pela direita, com Alex Morgan no comando. E tudo ficou mais fácil, aos 3 minutos, quando Rapinoe cobrou um escanteio rasteiro e fechado na primeira trave, teoricamente muito fácil de ser afastado. A defesa sueca, porém, furou. E Lindsey Horan não perdoou: 1 a 0.
Suécia reage
A Suécia, porém, não é boba e soube aproveitar a compactação da defesa americana. Quando as jogadoras se juntam demais para fechar os espaços pelo meio, os lados ficam abertos, e Sofia Jakobsson soube aproveitar. Carregou a bola com habilidade e soltou na hora certa para deixar Kosovare Asllani na cara do gol. O chute, porém, não foi ideal, e Alyssa Naeher defendeu sem grandes problemas. Foi de Jakobsson a outra boa chance das europeias. A pressão à saída de bola deu certo e sobrou para a camisa 10 sueca bater forte pela direita da grande área, com muito perigo.
Inversão de jogo
A jogada do segundo gol americano surgiu de um cruzamento da esquerda para a direita, que a lateral esquerda Andersson desviou no meio do caminho. Chegou a Heath, que dominou, deu uma ciscadinha e surpreendeu, de propósito ou não, com um chute entre a primeira trave e a pobre goleira Hedvig Lindahl, que não esperava essa jogada e foi também enganada pelo em Andersson. Foi assinalado um gol contra. E os EUA chegaram a 18 gols na fase de grupos. A Suécia seguiu pressionando para tentar voltar ao jogo, mas não conseguiu superar a defesa dos Estados Unidos.
Ficha técnica
Suécia 0 x 2 Estados Unidos
Local: Stade Océane, em Le Havre
Árbitra: Anastasia Pustovoytova (Rússia)
Gols: Lindsey Horan e Andersson, contra (EUA)
Cartões amarelos: Kelley O’Hara (EUA); Sofia Jakobsson (SUE)
Suécia: Hedvig Lindahl; Nathalie Björn, Amanda Ilestedt, Linda Sembrant e Joanna Andersson; Julia Zigiotti, Caroline Seger (Hanna Glas), Sofia Jakobsson, Kosovare Asllani (Lina Hurtig) e Olivia Schough (Fridolina Rolfö); Stina Blackstenius. Técnico: Peter Gerhardsson
Estados Unidos: Alyssa Naeher; Kelley O’Hara, Abby Dahlkemper, Becky Sauerbrunn e Crystal Dunn; Rose Lavelle (Christen Press), Samantha Mewis e Lindsey Horan; Tobin Heath, Alex Morgan (Carli Lloyd) e Megan Rapinoe (Mallory Pugh). Técnica: Jill Ellis



