Copa do Mundo 2026

Para não repetir erros de Portugal, Colômbia tem solução para furar bloqueio da RD Congo

Enquanto Lusos empataram com Leopardos, os Cafeteros preparam antídoto para sacramentar favoritismo no Grupo K da Copa do Mundo

Na estreia do Grupo K da Copa do Mundo, a Colômbia não decepcionou e venceu o Uzbequistão por 3 a 1. Na terça-feira (23), às 23h (horário de Brasília), no Estádio Akron, a seleção de Néstor Lorenzo encara a República Democrática do Congo, que conseguiu um empate surpreendente com Portugal por 1 a 1.

Os Leopardos montaram um bloqueio que anulou completamente o poder de ataque dos Lusos. Contudo, os Cafeteros têm condições mais favoráveis para infiltrar a provável retranca montada por Sebastien Desabre, cuja solução passa por aquilo que o time de Roberto Martínez não conseguiu impor: mobilidade no último terço.

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Estilo de jogo da Colômbia contrasta com de Portugal

Cristiano Ronaldo durante Portugal x República Democrática do Congo (Foto: Imago/Kirchner-Media)
Cristiano Ronaldo durante Portugal x República Democrática do Congo (Foto: Imago/Kirchner-Media)

Até por ter tantos bons passadores no meio-campo, a seleção portuguesa tem um estilo de jogo mais paciente, circulando a bola de um lado para o outro até encontrar os espaços. Ciente disso, os congoleses montaram uma primeira linha com cinco defensores, além de compactar a marcação em bloco baixo.

A falta de agressividade dos Lusos contribuiu para a ausência de criatividade no último terço, cuja lentidão na construção ajudou os Leopardos a manterem sua organização defensiva. Só que esse roteiro não deve se repetir com a seleção colombiana, que é muito mais fluída e objetiva em momentos de posse.

Os Lobos Brancos também entraram em campo dispostos a se defender em um 5-2-3, mas a Colômbia conseguiu criar os espaços com muita movimentação, o que puxava defensores e permitia o avanço de companheiros para finalizar em melhores condições de marcar.

Segundo o “SofaScore”, os Cafeteros chutaram 15 vezes contra os uzbeques, com nove jogadores diferentes, enquanto Portugal finalizou sete vezes contra a RD Congo, com quatro atletas distintos. A estatística ajuda a comprovar que o time de Lorenzo é imprevisível para invadir a grande área adversária, com muitas peças podendo gerar perigo.

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RD Congo pode sofrer nas alas

Ngal'ayel Mukau, da República Democrática do Congo
Ngal’ayel Mukau, da República Democrática do Congo (Foto: Imago/Eibner)

As características dos jogadores colombianos também diferem dos Lusos. Também com qualidade no meio-campo, o combinado sul-americano reúne alternativas de drible e velocidade nas pontas, enquanto a seleção europeia sofre com a falta de atletas com capacidade de desequilibrar em jogadas de 1 x 1 nos flancos.

Os Leopardos impediram a progressão pelo centro da equipe portuguesa, cujo setor é o mais forte. Por outro lado, a seleção colombiana consegue verticalizar seu jogo pelos lados do gramado, contando com os apoios dos laterais Daniel Muñoz e Johan Mojica, que dão amplitude. Eles podem auxiliar na abertura do ferrolho da República Democrática do Congo.

A ideia dos Cafeteros será criar vantagem numérica diante dos congoleses, permitindo Jhon Arias e Luis Díaz a causarem impacto na segunda linha. Caso o centroavante Luis Suárez seja mantido entre os titulares, seu papel será pressionar a defesa adversária e forçá-los a sair de suas posições.

— Precisamos de paciência, mas não de passividade. A bola precisa circular rapidamente e devemos usar todos os recursos que temos: pelas laterais, pelo meio, com chutes de longa distância e vencendo nossos duelos — garantiu Amaranto Perea, auxiliar-técnico da Colômbia, em coletiva.

Foto de Matheus Cristianini

Matheus CristianiniRedator

Jornalista formado pela Unesp, com passagens por Antenados no Futebol, Bolavip Brasil, Minha Torcida e Esportelândia. Na Trivela, é redator de futebol nacional e internacional.

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