Copa do Mundo 2026

Colômbia 0 x 0 Portugal: Com bom futebol e chaveamento a favor, colombianos podem fazer história

Seleção colombiana dominou portugueses e merecia vitória em fechamento do grupo K da Copa do Mundo

A Colômbia não temeu Portugal no Hard Rock Stadium, em Miami, neste sábado (27), e, apesar do empate em 0 a 0, merecia ter vencido a partida. Foi uma atuação quase irretocável dos Cafeteros na última rodada do grupo K da Copa do Mundo e justificou o porquê terminaram como líderes da chave.

A seleção sul-americana teve mais posse de bola nos dois tempos (55% no total), gols esperados (1.41), grandes chances (duas) e somou quase o dobro de finalizações (21 a 12). Nem com as substituições o cenário mudou, apesar de o lado europeu ter bem mais opções qualificadas.

Essa exibição colombiana, somada às vitórias sobre Uzbequistão e República Democrática do Congo e um chaveamento favorável pela liderança, prova que eles podem sonhar grande no Mundial.

Colômbia 0 x 0 Portugal: Como foi o jogo

A primeira parte entre colombianos e portugueses foi uma das melhores desta Copa do Mundo. O lado sul-americano foi superior por boa parte do tempo, encontrando o pivô de Jhon Córdoba e boas jogadas de Jhon Arias na ponta direita para progredir no campo. Diogo Costa salvou chute cruzado do centroavante.

Quando Portugal melhorou, usando muito o lado direito com Pedro Neto e João Cancelo, Camilo Vargas fez uma das grandes intervenções do Mundial, à queima-roupa de Bruno Fernandes, sozinho no meio da área.

Na etapa final, o cenário foi até mais dominante para os colombianos. Enquanto os lusos quase não incomodaram no ataque, a Colômbia se lançou ao ataque, criou chances, pressionou e até chegou a marcar o gol da vitória com Davidson Sánchez, mas ele estava com a ponta do pé impedida. Um detalhe que daria justiça ao jogo.

Luis Diaz, atacante da seleção colombiana (Foto: IMAGO / Ball Raw Images)
Luis Diaz, atacante da seleção colombiana (Foto: IMAGO / Ball Raw Images)

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Seleção colombiana joga bem e pode incomodar outros grandes na Copa do Mundo

Desde o início, a Colômbia quis jogar mais futebol, acumulando jogadores por dentro e próximos da bola para que algum outro jogador seja acionado em profundidade. Foram várias chances criadas, com destaque negativo para a finalização do time.

O estilo de jogo ofensivo colombiano também serve para potencializar James Rodríguez, que terminou com um recital e foi aplaudido de pé com saída após 76 minutos em campo. O capitão e camisa 10 teve 85 ações com bola, incluindo cinco passes decisivos.

Até quando substituiu, os Cafeteros provaram que queriam vencer mais que Portugal. O primeiro volante Jefferson Lerma deu lugar a Richard Ríos, que é praticamente um meia ofensivo para formar dupla com Gustavo Puerta, outro meio-campista de projeção ofensiva. Enquanto isso, Roberto Martínez tirou Vitinha, melhor meio-campista do mundo há pelo menos dois anos, para colocar Samu Costa. O jogador do PSG tem tido uma Copa bem abaixo.

O futebol bem jogado pelo selecionado treinado por Nestor Lorenzo prova que esse time pode, pelo menos, repetir a histórica campanha de quartas de final de 2014 da Colômbia. O chaveamento como líder coloca Gana como adversária e Suíça ou Irã nas oitavas de final antes de uma outra quartas que tem a Argentina como favorita (Cabo Verde, Austrália e Egito são outros confrontos possíveis).

Portugal decepciona novamente

De novo, a seleção portuguesa não jogou nada. Como tinha acontecido no empate com RD Congo na abertura, foi um time pouco perigoso, com o adendo de que, dessa vez, nem ao menos controlou a bola. Viu-se nas cordas em alguns momentos pelo ímpeto colombiano, impactada pela recomposição nula de Cristiano Ronaldo, Bruno Fernandes e outros atacantes.

Só se salvou na goleada sobre o adversário mais fraco do grupo, o Uzbequistão, mas que não serviu para ser líder. Com isso, Portugal paga o preço por ser segundo colocado: enfrentará a Croácia e, caso avance, pode ter Espanha ou a segunda colocada do grupo J (Argélia ou Áustria).

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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