Ex-atacante da seleção brasileira faz apelo a Ancelotti: ‘Pode nos ajudar a chegar à final da Copa’
Destaque nos Mundiais de 1986 e 1990, ídolo do São Paulo também mira revanche para o Brasil no Mundial
Carlo Ancelotti escuta, diariamente, dois clamores populares na seleção brasileira: Um por Neymar, que voltou a jogar depois de 981 dias, e outro por Endrick, atacante do Real Madrid e que ganhou status de “queridinho” entre os torcedores — mesmo sem ter sido titular nesta Copa do Mundo até agora.
Depois de três vitórias e classificado em primeiro para o mata-mata, o treinador continua recebendo sugestões sobre a escalação ideal, por parte da torcida e até de ídolos da Seleção.
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É o caso de Antônio Careca, um dos maiores camisas 9 que defenderam o Brasil em Copas. Ele soma sete gols no torneio, tendo disputado as edições de 1986 e 1990. Na visão do ex-jogador, que soma passagens e idolatria por Guarani, São Paulo e Napoli, Endrick pode ser peça fundamental para o sucesso da seleção brasileira nesta Copa.
— Ele é incrivelmente talentoso e pode se tornar um campeão. Gosto muito dele e espero que ele tenha a oportunidade de jogar durante a competição. Com o seu jogo, ele pode realmente ajudar o Brasil a chegar à final da Copa do Mundo — destacou, em entrevista ao italiano “Tutto Sport”.
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Endrick ganhou oportunidades, vindo do banco de reservas, nas duas últimas partidas do Brasil — vitórias por 3 a 0 sobre Haiti e Escócia — e atuou em funções diferentes. Contra os haitianos, entrou no lugar de Matheus Cunha, como centroavante; já nesta quarta-feira (24), pela última rodada do grupo, substituiu Rayan na direita, em função que executou nos últimos meses pelo Lyon.
Ancelotti tem pregado cautela para colocar o jovem atacante em campo. Desde que foi convocado pela primeira vez, ainda em 2023, por Fernando Diniz, Endrick disputou 19 partidas, soma quatro gols e uma assistência. Antes da Copa do Mundo, também marcou no amistoso contra o Egito, em maio.
Careca relembra eliminações traumáticas do Brasil em Copas do Mundo
Careca soma eliminações traumáticas em suas passagens por Copas do Mundo. Em 1990, a seleção brasileira caiu diante da Argentina nas oitavas de final, com gol marcado por Claudio Caniggia na derrota por 1 a 0; já em 1986, a seleção perdeu nos pênaltis para a França, nas quartas de final.
Fora dos gramados, Careca é enfático: quer uma revanche com a seleção francesa. Na história, Brasil e França se enfrentaram quatro vezes em Copas do Mundo, mas a Seleção só levou a melhor na semifinal de 1958, com as estreias de Pelé e Garrincha em Mundiais; desde então, são duas eliminações contra os franceses (1986 e 2006) e um vice-campeonato (1998).
— A França é a seleção mais forte e a favorita para ganhar a Copa do Mundo. Esperamos enfrentá-los na final. Espero que meu Brasil se vingue das derrotas que nos impuseram em 1986, quando eu estava lá, mas também em 1998 e 2006 — afirmou o ex-jogador.
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Neste Mundial, a tendência é que Brasil e França só possam se enfrentar em uma eventual final. No entanto, se os franceses terminarem na segunda posição do Grupo I, atrás da Noruega, este cruzamento poderia ocorrer já nas oitavas de final.
Depois de avançar na primeira posição do Grupo C, o Brasil volta a campo nesta segunda-feira (29), no Estádio de Houston, às 14h (de Brasília), para o confronto dos 16-avos de final com o segundo colocado do Grupo F (Países Baixos, Japão ou Suécia). A definição do rival da Seleção sairá ainda nesta quinta-feira (25).
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Careca defende ida de brasileiro para o futebol italiano
Além do coro para que Endrick ganhe mais oportunidades, Careca opinou sobre outro atacante brasileiro. Gabriel Jesus, do Arsenal, esteve na pré-lista de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo, mas ficou fora do corte final. Agora, ele tem recebido sondagens de Milan e Juventus para uma possível ida ao futebol italiano.
— Para o futebol italiano, Gabriel Jesus seria uma grande contratação. Eu o vejo bem tanto na Juventus quanto no Milan. Alguém com as características dele poderia se sair muito bem na Itália — afirmou o ex-jogador.
Dos jogadores em atividade, Jesus está no top 5 dos maiores artilheiros da seleção brasileira, com 19 gols, atrás apenas de Neymar (79), Philippe Coutinho (21) e Richarlison (20). Destes, apenas o camisa 10 está no elenco do Brasil para a Copa do Mundo deste ano.
Outro nome citado por Careca foi o de Gabriel Jesus. Entre os atletas em atividade, ele está no Top-50 dos que mais fizeram gols com a camisa amarelinha: Neymar (79), Philippe Coutinho (21), Richarlison (20), Gabriel Jesus (19) e Roberto Firmino (17).