Copa do Mundo

Como Bellingham pode perder vaga de titular na Copa do Mundo para amigo de infância

Volante do Real Madrid deixou de ser unanimidade na escalação de Thomas Tuchel e compete por uma vaga no 11 inicial

Se em 2024, logo após a 14ª taça do Real Madrid na Champions League, alguém dissesse que Jude Bellingham não seria titular da Inglaterra na Copa do Mundo de 2026, ela seria tida como louca. Meio-campista artilheiro na Espanha, chegou a estar entre os cotados para o prêmio de melhor de jogador do mundo. Mas em menos de dois anos, o cenário para o inglês mudou radicalmente.

Não só pela queda de desempenho, somada com lesões de Bellingham, mas também por conta do brilho de um jovem que, até então, não havia ganhado destaque com Gareth Southgate: Morgan Rogers, do Aston Villa, tem se colocado na briga pela titularidade da seleção inglesa na Copa do Mundo.

Rogers e Bellingham são amigos desde as categorias de base. No esquema montado por Thomas Tuchel, que assumiu o comando da Inglaterra após o vice-campeonato na Eurocopa de 2024, ambos concorrem pela mesma vaga. Das últimas cinco partidas, Rogers ganhou a preferência do alemão em quatro destas. E esse sucesso passa pelo desempenho no Aston Villa.

Morgan Rogers, em vitória do Aston Villa sobre o West Ham (Foto: Imago)

Se a escolha de Tuchel depender apenas desta temporada, é Rogers quem tem motivos de sobra para confiar em sua vaga no 11 ideal de Tuchel. Isso porque, enquanto o Real Madrid passa por percalços sob o comando de Xabi Alonso, e Bellingham perdeu a posição de titular absoluto no esquema do espanhol, o Aston Villa vem de nove vitórias seguidas na temporada — com Rogers como um dos destaques.

Nesta temporada, o atacante já marcou cinco gols em 16 partidas da Premier League. Também deu três assistências no período. O desempenho do atacante de 23 anos faz com que o Aston Villa de Unai Emery salte para a terceira posição no Campeonato Inglês, atrás apenas de Arsenal e Manchester City. Rogers, inclusive, dois gols na virada sobre o West Ham nesse domingo (14).

A Inglaterra volta a campo em março, para os últimos amistosos antes da convocação final para a Copa do Mundo. Tuchel entende que Rogers e Bellingham podem chegar a atuar juntos — mas ele não trabalhará com esta possibilidade neste primeiro momento.

Morgan Rogers e Jude Bellingham, pela seleção inglesa (Foto: Imago)

— Em vez de encontrar posições para os meus melhores jogadores apenas para poder colocá-los em campo, prefiro colocar todos nas suas melhores posições e ter alguma competição. Sim (eles podem jogar juntos), mas em uma estrutura diferente, e talvez agora não seja o momento certo para mudar nossa estrutura — afirmou o técnico da seleção inglesa, em novembro.

“Existe competição neste momento entre os dois. Eles são amigos, por isso também pode ser uma competição amigável.” Em meio a essa concorrência, Rogers se concentra em seu futuro no Aston Villa, clube que o acolheu depois de ele rodar a Inglaterra, emprestado pelo Manchester City. Seu desempenho no Middlesbrough fez com que Unai Emery apostasse em sua contratação na última temporada.

Na Copa do Mundo, seja com Rogers ou Bellingham, a Inglaterra terá pela frente no Grupo L Croácia, Gana e Panamá, partida esta que marca o reencontro das seleções depois do Mundial de 2018.

Foto de Murillo César Alves

Murillo César AlvesRedator

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP), com passagens por Estadão, UOL, 90min e QuintoQuarto.

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