Copa do Mundo 2026

Bélgica perde gols e vive drama contra um Irã que só não venceu porque parou em Courtois

Goleiros são protagonistas dos dois lados e impedem que o jogo saia do empate; Grupo G fica embolado

A Bélgica empatou com o Irã neste domingo (21), em um 0 a 0, em partida válida pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. Depois de um empate contra o Egito na estreia, os Diabos Vermelhos seguem sem se recuperar no Mundial.

Com mudanças depois de um jogo aquém do esperado na primeira rodada, Romelu Lukaku retornou ao time titular, mas não foi bem e também contou com a ausência de Jéremy Doku, que foi sentida.

Bélgica não consegue passar da defesa do Irã

O jogo foi completamente dominado pela seleção belga desde o inicio. A primeira etapa terminou com 81% de posse de bola para a equipe de Rudi Garcia, que contou com mobilidade do meio para frente, zagueiros em posição alta no campo armando o jogo e criação de chance de diferentes formas.

Kevin De Bruyne tentou criando e finalizando — foram dois passes chave e três finalizações só nos 45 minutos iniciais. Youri Tielemans teve liberdade para subir e criar, enquanto Leandro Trossard caía da ponta esquerda pelo meio. Romelu Lukaku como centroavante, no entanto, teve dificuldades.

O camisa 9 parecia fora de ritmo e o próprio técnico da seleção belga confirmou que o maior artilheiro da história do país jogaria de 45 a 60 minutos. Mas mais do que falta de ritmo, a defesa do Irã foi crucial para impedir o centroavante de ser impactante.

Courtois salvou a Bélgica na Copa do Mundo
Courtois salvou a Bélgica na Copa do Mundo (Foto: Belga/Icon Sports)

O time de Amir Ghalenoei se postou em um 5-4-1 defensivo que negava espaços na área e congestionava a zona 14 — a principal zona criativa do campo, em frente à meia-lua. Isso transformou o trabalho belga para entrar no último terço muito difícil.

A resposta veio de diferentes formas: chutes da intermediária e cruzamentos dos dois lados. Mas o Irã foi além: mais do que seu 5-4-1, o time do Oriente Médio muitas vezes transitava a um 6-3-1 ainda mais fechado.

- - Continua após o recado - -

Assine a newsletter da Trivela e fique por dentro do melhor conteúdo de futebol!

Um conteúdo especial escolhido a dedo para você!

Aoa se inscrever, você concorda com a nossa Termos de Uso.

Irã para em Courtois e poderia surpreender

A defesa forte e baixa do Irã vinha com um modelo de jogo clássico: não fez a menor questão de construir ou de ter a bola por mais tempo do que precisava. A ideia era simplesmente sair rápido em contra-ataque ou levar perigo em bolas paradas.

Foi em uma cobrança de falta, inclusive, que fez gol aos 25 minutos, com Mehdi Taremi, mas estava ligeiramente impedido. Ainda teve outros momentos de bolas na área em que, depois de bate-rebate, teve chances claras de abrir o placar. O problema foi Thibaut Courtois.

Courtois teve duas defesas cruciais em chutes à queima-roupa dentro da área que impediram o Irã de vencer o jogo. Com elas, o goleiro do Real Madrid preveniu 0,94 gols esperados (xG) — ou seja, esperava-se que praticamente um gol saísse das finalizações que ele defendeu.

A Bélgica ainda contou com uma expulsão na primeira parte do segundo tempo, quando Nathan Ngoy, que ia cometendo um passe errado que deixaria Taremi na cara do gol, o puxou e impediu a progressão.

No fim, o Irã poderia vencer e complicar a situação da Bélgica, mas parou em Courtois inspirado como sempre. A Bélgica, por sua vez, também criou o suficiente para vencer e, inclusive, teve uma chance clara com Maxim De Cuyper, incrivelmente defendida por Alireza Beiranvand, que já estava caído.

O drama da Bélgica percorre na próxima partida, que será contra a Nova Zelândia, no próximo sábado (27), à meia-noite, para encerrar a fase inicial no grupo G da Copa do Mundo. Com dois pontos em dois jogos, há chance dos belgas sequer passarem de fase.

Foto de Guilherme Ramos

Guilherme RamosRedator

Jornalista pela UNESP. Vencedor do prêmio ACEESP de melhor matéria escrita de 2025. Escreveu um livro sobre tática no futebol e, na Trivela, escreve sobre futebol nacional, internacional e de seleções.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo