Copa do Mundo

As Copas em 14 de julho: a primeira partida do Brasil em Mundiais, contra a Iugoslávia

O Brasil, pentacampeão e time que mais jogos venceu em Copas, começou a escrever a sua história em Mundiais há 88 anos. Em 14 de julho de 1930, o estádio Parque Central, de Montevidéu, recebeu a estreia da seleção brasileira, quase inteiramente formada por jogadores dos clubes cariocas, na primeira Copa do Mundo, sediada pelo Uruguai.

O jogo contra a Iugoslávia valeu pela primeira rodada do Grupo 2. Aleksandar Tirnanic abriu o placar, e Ivan Bek ampliou. O Brasil descontou com Preguinho, no segundo tempo. Como os iugoslavos derrotaram a Bolívia na segunda partida do triangular, a vitória brasileira sobre os sul-americanos não adiantou para passar às semifinais. Mas, ainda assim, serviu como o primeiro triunfo do país em Copas do Mundo.

A seguir, leia a descrição do jornal Folha da Manhã da partida contra a Iugoslávia, publicada originalmente pela Trivela em 2 de dezembro de 2017. O único outro jogo de Copa do Mundo em 14 de julho foi também na Copa do Mundo de 1930: Romênia 3 x 1 Peru.

14/07/1930 – Iugoslávia 2 x 1 Brasil – Folha da Manhã

Nada menos do que a estreia da seleção brasileira em Copas do Mundo. Era 14 de julho, e o sol “brilhava por vezes”, embora o céu estivesse nublado, de acordo com a descrição da Folha da Manhã. O jornal apontava que o Brasil era “considerado candidato às provas mais decisivas do importante certame organizado pela primeira vez pela Federação Internacional de Futebol ‘Association’”. Joel, Brilhante, Itália, Hermogenes, Fausto, Fernando, Polly, Nilo, Araken, Preguinho e Theophilo entraram em campo “envergando a tradicional camisa branca, de punhos e golas azuis, com o escudo da CBD no peito”.

O relato afirma que o Brasil começou exigindo duas “belíssimas” defesas do goleiro iugoslavo Yakovitch, que “se revelou em magnífica forma”. Melhor que o arqueiro brasileiro Joel: os europeus marcaram com com Aleksandr Tirnanic, que desferiu “um tiro relativamente fraco, mas que Joel deixou escapar”. Ivica Bek ampliou, aos 30 minutos do primeiro tempo. Os brasileiros sofreram com o frio e a “falta de pontaria”, e apenas Preguinho conseguiu colocar a bola nas redes, já na etapa final.

A análise do jornal afirma que os sul-americanos mereciam pelo menos o empate. “No quadro brasileiro, as linhas da retaguarda mostraram-se indecisas e fracas. Nos últimos minutos, principalmente, a pressão dos brasileiros foi intensa e a queda da cidadela eslava era esperada a todo instante”. Mas ela nunca caiu. O Brasil goleou a Bolívia, na segunda rodada, mas ficou fora da “disputa da Taça Mundial”, como dizia a manchete da Folha da Manhã.

 

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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