Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai oficializam candidatura para a Copa do Mundo de 2030
Os sul-americanos terão a concorrência de Portugal e Espanha (e Ucrânia) e provavelmente da Arábia Saudita

Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai oficializaram nesta terça-feira uma candidatura conjunta da América do Sul para sediar a Copa do Mundo de 2030, em evento realizado na sede da Federação Argentina de Futebol em Buenos Aires. Seria o sexto mundial no continente e o primeiro desde o de 2014, sediado pelo Brasil. O presidente argentino, Alberto Fernández, escreveu no Twitter que também convidará a Bolívia a se juntar ao grupo.
A outra candidatura anunciada ao torneio que marcará os 100 anos do Mundial é de Espanha e Portugal, que incluíram também a Ucrânia, com a ideia de realizar um grupo em Kiev. Espera-se que a Arábia Saudita, atualmente muito próxima de Gianni Infantino, tente emplacar mais uma Copa do Mundo no Oriente Médio, apenas oito anos depois do Catar, ao lado de Grécia e Egito. Marrocos, o país mais acostumado a ser recusado pela Fifa no mundo, também pode entrar na disputa.
A candidatura sul-americana tem uma força especial porque seria simbólico que a Copa do Mundo retornasse ao lugar onde ela começou, 100 anos depois. “É uma dívida histórica a volta da Copa do Mundo para a América do Sul, retornando às suas raízes, onde tudo começou, em 1930. Uruguai foi o primeiro campeão mundial, com vitória por 4 a 2 sobre a Argentina na final, no então novíssimo estádio Centenário, em Montevidéu”, disse a Conmebol, em nota oficial.
O presidente da entidade sul-americana, Alejandro Domínguez, esteve presente no evento, ao lado do presidente da AFA, Claudio Tapia, o ministro dos Esportes do Paraguai, Diego Galeano Harrison, o secretário nacional de Esportes do Uruguai, Sebastián Bauzá, a ministra dos Esportes do Chile, Alexandra Benado, e o ministro do Turismo e Esportes da Argentina, Matías Lammens.
“Acreditamos sempre, e a Fifa tem a obrigação de honrar a história daqueles homens que tornaram possível o torneio mundial há 100 anos. Tenho certeza de que esses homens ficariam surpresos ao ver o que o futebol conquistou”, disse Domínguez. “Que a Copa do Mundo tenha voltado à América do Sul (com o título da Argentina) é uma alegria. Não foi uma casualidade. É fruto de um trabalho muito bem feito. Ninguém tem a paixão do sul-americano pelo futebol. Estamos falando de quatro países que vivem a cultura do futebol, que estão acostumados a organizar eventos de futebol. Sabemos como fazê-lo. Acreditamos na capacidade de cada uma das autoridades para levar este sonho adiante”.
Tapia sugeriu que o primeiro jogo seja realizado na Argentina, e o último, como 100 anos atrás, no Uruguai. “É um dia muito importante para a história destes quatro países. Sonhamos com voltar a ser sede desta Copa do Mundo em seu centenário. Todos os sul-americanos temos muita paixão, vivemos o futebol desta maneira. Sabemos que é um compromisso muito grande e devemos mostrar ao mundo que Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile estão à altura de ser sede do Mundial de 2030. Contamos com o apoio das 10 federações que compõem a Conmebol”, afirmou o dirigente argentino.
Além da primeira Copa do Mundo, no Uruguai, o evento foi sediado na América do Sul em 1950 (Brasil), 1962 (Chile), 1978 (Argentina) e 2014 (Brasil).



