Copa do Mundo

Alexis carregou o Chile em uma virada essencial sobre o Uruguai nas Eliminatórias

Os anos de ouro do Chile parecem ficar cada vez mais para trás. O futebol exibido pela seleção está distante dos melhores momentos sob o comando de Jorge Sampaoli – mesmo quando o treinador ainda estava lá. Juan Antonio Pizzi até conquistou o bicampeonato da Copa América, mas a queda de rendimento se torna evidente. Para piorar, os jogadores não escondem um racha interno no elenco. Mas, ao menos, a qualidade individual resiste. E, nesta terça, ela valeu três pontos fundamentais nas Eliminatórias. Alexis Sánchez chamou a responsabilidade e garantiu a vitória por 3 a 1 sobre o Uruguai. A virada no Estádio Nacional de Santiago recolocou a Roja na zona de classificação à Copa do Mundo.

O primeiro tempo indicava uma imposição tranquila do Uruguai. A equipe de Óscar Tabárez dominava a posse de bola e começou ameaçando muito, criando ótimas oportunidades de gol. Até que Edinson Cavani abrisse o placar aos 17 minutos. Aproveitando um erro na saída chilena, Luis Suárez roubou a bola e passou para o companheiro fuzilar Claudio Bravo. O ritmo do jogo indicava que o segundo tento charrua nem demoraria tanto. Mas, pouco antes do intervalo, o Chile empatou em sua única chegada de real perigo. Sánchez se mandou pela esquerda e passou para Beausejour. O lateral cruzou para Eduardo Vargas cabecear no contrapé de Muslera.

Já na segunda etapa, o Chile abocanhou as oportunidades para sacramentar o resultado. Aos 15, Sánchez bateu da entrada da área e contou com a colaboração de Muslera, errando o tempo de bola. Na sequência, quem pressionava bastante era o Uruguai. Mas um contra-ataque valeu o terceiro tento. Lançamento do campo de defesa, para Sánchez ganhar na velocidade da marcação e chutar na saída do goleiro uruguaio. Nos instantes finais, Luis Suárez ainda teve a chance de descontar em uma cobrança de pênalti, que Bravo defendeu.

Alexis Sánchez, sobretudo, prova a sua importância ao Chile. Em talento e em momento, nenhum outro jogador da seleção se equipara ao camisa 7. Que Arturo Vidal possua qualidade, está distante de desequilibrar como o atacante. E a fase do jogador do Arsenal é esplendorosa. A ponto de carregar o time, como todos os seus problemas, de volta ao G-4 das Eliminatórias. Ausência sentida contra a Colômbia, o craque mostrou como a equipe consegue ser outra quando conta com a sua intensidade.

O triunfo é vital ao Chile, até pelo cenário que se desenha. O time de Pizzi assume o quarto lugar, acompanhando a pontuação do terceiro, o Equador, que bateu a Venezuela. Mais do que isso, segue um ponto à frente da Argentina, sua adversária na próxima rodada. Um empate fora de casa já será ótimo negócio aos chilenos. O Uruguai, por sua vez, lamenta a derrota, mas não sente tanto os seus efeitos. A Celeste continua na segunda colocação, com três pontos de vantagem.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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