Adeus, Polônia: ao ritmo de cumbia, Colômbia passeia, se recupera e elimina poloneses
A Colômbia lavou a alma depois de uma estreia decepcionante contra o Japão na Copa do Mundo. Contra a cabeça de chave Polônia, os Cafeteros venceram muito bem, com autoridade, por 3 a 0. Jogando de forma ofensiva, o time sul-americano foi melhor que a Polônia desde o começo, aproveitou as chances que teve, deixando pouco espaço aos europeus, e, assim, entrou de vez na briga por classificação às oitavas de final. A Polônia, por sua vez, está eliminada, e se consolida como uma decepção na Copa do Mundo da Rússia. É a primeira cabeça de chave eliminada.
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Mudanças nos times
Depois de perderem seus primeiros jogos, os dois times vieram com mudanças para este segundo jogo. A Polônia do técnico Adam Nawalka mudou de forma mais radical. Mudou o sistema de jogo, atuando com três zagueiros, em vez da linha de quatro. Rybus, lateral esquerdo, virou ala; Piszczek, lateral direito, virou zagueiro. Goralski foi promovido a titular ao lado de Krychowiak, Bereszynski virou ala direito, Zielinski foi adiantado ao ataque e perderam posição no time Milik e Blaszczykowski. Saiu de um 4-2-3-1 para um teórico 3-4-3, ou 3-4-2-1.
Na Colômbia, James Rodríguez, poupado por más condições físicas no primeiro jogo, vira titular ao lado de Juan Quintero, que fez bom primeiro jogo. Rodríguez do lado esquerdo, mas puxando muito para o meio, Quintero por dentro, ajudando a armar, e Juan Cuadrado do lado direito. No centro do meio-campo, o técnico José Pekerman escolheu Abel Aguillar para atuar ao lado de Wilmar Barrios, deixando Lerma, titular no jogo passado, no banco. Mudou também a zaga: saiu Óscar Murillo, entrou Yerry Mina, mais alto, mais forte, ao lado de Davinson Sánchez, para lidar com um time polonês também forte que tem Lewandowski como destaque.
Apoio colombiano
A Arena Kazan tinha muito apoio aos colombianos. A torcida vaiava forte os poloneses sempre que os europeus tocavam na bola. Os colombianos apoiavam o time de forma barulhenta, vaiando a Polônia sempre que ela pegava na bola. Além disso, era possível ver o estádio preenchido predominantemente pelo amarelo colombiano. O barulho, intenso no estádio, fazia com que o estádio parecesse ser na América do Sul, e não no leste europeu – bem mais acessível, em tese, aos poloneses, que são da mesma região.
Lewandowski encaixotado
O centroavante polonês era o foco e teve pouco espaço. A escolha de dois defensores altos e fortes para lidar com o centroavante foi bem executada, mas o principal para que o camisa 9 da Polônia pouco conseguisse fazer foi o bom trabalho defensivo desde o meio-campo. O Time colombiano marcou muito bem, tanto pelos lados quanto pelo meio, impedindo que o principal jogador adversário recebesse em condições.
Os gols
No final do primeiro tempo, aos 40 minutos, uma cobrança de escanteio curto. James Rodríguez tocou para Cuadrado, que tocou para Quinteros e o meia devolveu para James. Já dentro da área, o camisa 10 levantou na pequena área para Yerry Mina, que se antecipou ao goleiro Szczesny e cabeceou para abrir o placar – e dançar a cumbia junto com Cuadrado.
Aos 25 minutos do segundo tempo, depois de uma boa troca de passes de Arias e Quintero, que colocou Falcão na cara do gol. O centroavante tocou com categoria, tirando do goleiro e marcando o seu primeiro gol em Copas do Mundo. O capitão colombiano saiu comemorando.
Logo depois, aos 30 minutos, a Colômbia matou o jogo. James Rodríguez recebeu no lado esquerdo e mostrou visão de jogo para fazer um lançamento cruzado, para o outro lado, encontrando Juan Cuadrado, que dominou, avançou e tocou com categoria no canto esquerdo do goleiro.
Decepção da Polônia
A derrota no primeiro jogo gerou mudanças, mas a Polônia voltou a decepcionar. Apresentou muito pouco futebol contra Senegal, que venceu merecidamente. Desta vez, mais uma vez não conseguiu aproveitar os seus bons jogadores, e acabou superada, por muito. A bola que a Polônia vinha jogando antes da Copa se repetiu na Rússia, muito longe ainda das Eliminatórias, quando foi eficiente, ainda que não brilhante. Os poloneses não foram nem mesmo a sólida defesa que já conseguiram ser em outros momentos.
Esperança
A Colômbia agora enfrenta Senegal na última rodada. Precisa de uma vitória para se garantir como um dos classificados, ultrapassando, no mínimo, o próprio time de Senegal. No outro jogo da chave, o Japão enfrenta a eliminada Polônia. Os japoneses precisam de ao menos um empate para avançarem.
FICHA TÉCNICA
Polônia 0x3 Colômbia
Local: Arena Kazan, em Kazan (Rússia)
Árbitro: Cesar Ramos (México)
Gols: Mina aos 40’/1T, Falcao aos 25’/2T, Cuadrado aos 30’/2T (Colômbia)
Cartões amarelos: Bednarek, Goralski (Polônia)
Polônia
Wojciech Szczesny; Lukasz Piszczek, Jan Bednarek e Michal Pazdan (Kamil Glik aos 36’/2T); Bartosz Bereszynski, Grzegorz Krychowiak, Jacek Goralski e Maciej Rybus; Piotr Zielinski, Dawid Kownacki (Kamil Grosicki aos 12’/2T) e Robert Lewandowski. Técnico: Adam Nawalka
Colômbia
Davide Ospina; Ssantiago Arias, Yerry Mina, Davinson Sánchez e Johan Mojica; Abel Aguillar (Mateus Uribe aos 32’/1T) e Wilmar Barrios; Juan Cuadrado, Juan Quintero (Jefferson Lerma aos 28’/2T) e James Rodríguez; Falcao Garcia (Carlos Bacca aos 33’/2T). Técnico: José Pekerman



