Copa do MundoHolanda

A preguiçosa Holanda não fez mais do que o mínimo para vencer o Catar e passar em primeiro

A Holanda venceu por 2 a 0 e fez o que tinha que fazer contra um time tão fraco, mas não aproveitou para mostrar força para o mata-mata

Com a empolgação de quem acordou muito cedo para reconhecer firma no cartório, a Holanda venceu o Catar por 2 a 0, com gols de Cody Gakpo e Frenkie de Jong, e se classificou às oitavas de final da Copa do Mundo de 2022 em primeiro lugar no Grupo A. Não fez mais do que o mínimo que era necessário para somar três pontos contra o pior país anfitrião da história dos Mundiais e termina a campanha com sete, um à frente de Senegal, que avançou com a segunda vaga e eliminou o Equador.

O resultado nunca esteve em questão no estádio Al Bayt, nem antes do jogo começar, mas, após decepcionar com uma atuação fraca no empate com o Equador, era de se imaginar que a Holanda gostaria de chegar ao mata-mata deixando uma impressão melhor e teria o adversário perfeito para isso porque o Catar é incapaz de apresentar resistência a qualquer time mais ou menos qualificado.

No entanto, não se interessou por isso. Teve cerca de meia hora de mais intensidade no primeiro tempo até abrir o placar e contou os minutos até o intervalo. Retornou abrindo 2 a 0 e… contou os minutos até o fim do jogo, trocando passes sem velocidade ou propósito, ao pior estilo de Louis van Gaal.

Fez o que precisava fazer na fase de grupos, mas sem mostrar força para se tornar uma candidata ao título. Fez o que precisava fazer de maneira bem burocrática.

Escalações

Louis van Gaal fez a terceira tentativa para encontrar o parceiro ideal de Frenkie de Jong no meio-campo. Depois de Steven Berghuis recuado contra Senegal e Teun Koopmeiners contra Equador, foi com Marten de Room. Davy Klaassen foi mantido como titular na armação, e Memphis Depay começou jogando pela primeira vez na Copa do Mundo. Félix Sánchez repetiu a escalação que perdeu dos senegaleses, com apenas uma troca: Abdelaliz Hatem no meio-campo, em vez de Karim Boudiaf.

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Primeiro tempo

A Holanda começou a partida com boa postura. Se as jogadas não saíam limpas, pelo menos mostrou a vontade de resolver logo a parada. Logo aos três minutos, Memphis arrancou pela esquerda e foi desarmado. Blind devolveu para ele, que foi travado na hora do chute. Klaassen também foi, e o lateral esquerdo mandou a sobra em cima do goleiro Meshaal Barsham.

Com pouco ritmo de jogo por causa de um problema na coxa que o limitou a três partidas pelo Barcelona nesta temporada, a última em meados de setembro, Memphis ainda conseguiu deixar o ataque holandês muito mais dinâmico, embora tecnicamente não estivesse perfeito. De Jong tabelou com ele, aos 14 minutos, e bateu da entrada da área. Carimbou Klaassen, e Memphis mandou o rebote por cima do travessão. Em uma cobrança de escanteio, Klaassen desviou de cabeça para fora.

A Holanda não estava amassando o Catar e, pela fragilidade do adversário, o gol não demorou para sair. Aos 26 minutos, Gakpo recebeu de Klaassen, entrou em diagonal e bateu rasteiro da entrada da área, bem no cantinho, para marcar nas três rodadas da fase de grupos. O Catar pouco ameaçou o goleiro Noppert. Teve dois chutes de fora da área defendidos sem problemas, e o resto do primeiro tempo foi de uma preguiça danada da Holanda, apenas tocando bola e esperando o intervalo.

Segundo tempo

Embora uma reviravolta fosse muito difícil, a Holanda sabe que alguém sempre pode escorregar e rapidinho ampliou para 2 a 0. Klaassen cruzou da direita, a defesa do Catar cortou para trás, e Memphis dominou na segunda trave. À queima-roupa, carimbou o goleiro Barsham, que fez boa defesa, e De Jong aproveitou a desatenção da defesa para fazer o segundo, quase em cima da linha.

É apenas um pouco exagerado dizer que mais nada aconteceu depois disso. A Holanda teve um gol bem anulado de Steven Berghuis, que recebeu de Janssen totalmente livre dentro da área, após bom passe de Gakpo. O jogador do PSV, porém, havia dominado a bola com o braço no começo da jogada. Nos acréscimos, Berghuis bateu colocado do bico esquerdo da grande área e acertou a forquilha.

Durante todos os outros minutos, a Holanda apenas trabalhou a posse de bola, com lentidão, sem nunca arriscar um passe mais difícil para ver se alguma coisa acontecia. Quando recuperava, o Catar tentava contra-atacar com velocidade e imensa inaptidão para superar uma zaga com Van Dijk, Aké e Timber.

Quando Van Gaal era treinador do Manchester United, em jogos especialmente fracos, as arquibancadas de Old Trafford costumavam gritar “ataque, ataque, ataque”. A Holanda estava absolutamente desinteressada em fazer isso nesta terça-feira.

Ficha técnica

Holanda 2 × 0 Catar

Local: Estádio Al Bayt, em Al Khor (Catar)
Árbitro: Bakary Papa Gassama (Gâmbia)
Gols: Cody Gakpo e Frenkie de Jong (Holanda)

Cartões amarelos: Nathan Aké (Holanda)
Cartões vermelhos: nenhum

Holanda: Andries Noppert; Jurriën Timber, Virgil van Dijk e Nathan Aké; Denzel Dumfries, Marten de Roon (Teun Koopmeiners), Frenkie de Jong (Kenneth Taylor) e Daley Blind; Davy Klaasen (Steven Berghuis), Memphis (Vincent Janssen) e Cody Gakpo (Wout Weghorst). Técnico: Louis van Gaal

Catar: Meshaal Aissa Barsham; Ismael Mohammed (Musab Kheder), Pedro Miguel, Boualem Khoukhi, Abdelkarim Hassan e Homam Ahmed; Hassan Al Haydos (Ali Assadalla), Assim Madibo (Karim Boudiaf) e Abdelariz Hatem (Ahmed Alaaeldin); Almoez Ali (Mohammed Muntari) e Akram Afifi. Técnico: Félix Sánchez

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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