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A Fifa lançou a logomarca da Copa de 2026 e ficou bem genérico, para dizer o mínimo

A logo é bastante simplória, com pouca identidade própria: traz uma imagem da taça dentro do número 26 e é isso aí.

A contagem regressiva para a próxima Copa do Mundo começou. Nesta quarta-feira, a Fifa realizou um evento em Los Angeles para lançar a logomarca do Mundial de 2026. A cerimônia teve participação de Ronaldo, assim como de outros nomes célebres do esporte – entre eles Jorge Campos e Carli Lloyd, além do apresentador Alexi Lalas. O que deixou a desejar mesmo foi a inventividade da “estrela da noite”. A logo é bastante simplória, com pouca identidade própria. Traz uma imagem da taça dentro do número 26 e é isso aí.

Não seria tão lógico elaborar a logo da Copa de 2026. O torneio será realizado em três países distintos, o que poderia provocar uma mistura excessiva ao se unir os elementos culturais de Estados Unidos, México e Canadá. De qualquer maneira, o desenho ficou bastante genérico. Poderia ser aplicado a qualquer outra Copa do Mundo na história sem qualquer tipo de confusão. Bastou o número e o troféu.

Nas últimas Copas do Mundo, a taça foi um elemento bastante em comum na logo. A do Brasil, por exemplo, misturava verde e amarelo. De qualquer maneira, existia uma distinção cultural em cada arte. Desta vez, ficou o simplório. A Fifa poderia ter cogitado ao menos buscar outras referências dos Mundiais além do troféu. Olhando para o passado, mesmo as artes da Copas de 1970, 1986 e 1994 poderiam inspirar. Nem isso fizeram.

No texto de anúncio em seu site oficial, a Fifa aponta que a logo é “atemporal” e que pode ser usada além de 2026. É ver se a ideia não será repetida para outros Mundiais – o que seria uma perda imensa em relação à identidade visual específica. Além disso, a entidade promete que a imagem será customizada conforme cada sede. Por enquanto, parece pouquíssimo. Nesta quinta, a Fifa lançará as logomarcas de cada uma das cidades que receberão as partidas. É ver se o projeto ganha um pouco mais de identidade.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.
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