Copa do Mundo

As 5 melhores disputas de 3º lugar da história das Copas

Você pode até achar que a decisão do terceiro lugar na Copa do Mundo é um amistoso de luxo. Em partes, não deixa de ter razão. Não há mais tanto caráter competitivo, ainda mais se o duelo conta com duas equipes que realmente queriam a taça. De qualquer forma, é um jogo de Copa. E, até pela maneira mais relaxada como as equipes costumam tratar a ocasião, dá para esperar por bons jogos, com muitos gols e vigor ofensivo de ambos os lados.

Na história dos Mundiais, a decisão do terceiro lugar foi disputada 18 vezes. Só as Copas de 1930 e 1950 não tiveram o jogo-extra – ainda que Suécia 3×1 Espanha, pelo quadrangular final de 1950, tenha sido um jogo pelo terceiro lugar. E, em todo esse passado, é lógico, há alguns bons duelos para se relembrar. O grande resultado do Brasil de Leônidas, o show de Fontaine, a coroação de Eusébio e tantos outros. Por isso mesmo, separamos cinco que, para nós, são as melhores decisões de terceiro lugar em Copas do Mundo.

Copa de 1938, Brasil 4×2 Suécia

Até hoje, o Brasil só tinha perdido uma semifinal em toda a sua história. Foi em 1938, quando caiu de cabeça erguida para a Itália e tinha vontade de continuar fazendo história na decisão do terceiro lugar, graças à campanha fantástica da equipe na França. O jogo contra a Suécia não começou nada bem em Bordeaux, com os escandinavos abrindo dois gols de vantagem antes dos 40 minutos do primeiro tempo. Romeu diminuiu a diferença. E Leônidas foi quem realmente resolveu para os brasileiros, com dois gols – que o isolaram na artilharia daquele Mundial. No fim, ainda deu tempo para Perácio fazer mais um.

Copa de 1958, França 6×3 Alemanha Ocidental


Um dos jogos com mais gols na história das Copas contou com um show de Just Fontaine. A França tinha sido frustrada pelo Brasil nas semifinais, mas vinha com vontade para se provar na decisão do terceiro lugar contra aqueles que eram os atuais campeões do mundo. O primeiro tempo foi parelho, com os Bleus vencendo por 3 a 1. Já na etapa final, cinco gols em 45 minutos. Fontaine fez mais dois, para se tornar o maior artilheiro de uma só edição do Mundial, um recorde que parece imbatível. E nem o ídolo Rahn pôde salvar a honra dos alemães.

Copa de 1966, Portugal 2×1 União Soviética


O Mundial de 1966 continua sendo o resultado mais importante da história para dois países relevantes no cenário do futebol: Portugal e União Soviética – cuja herdeira, Rússia, não honra o passado. E a partida em Wembley, diante de 88 mil pessoas, contrapôs a vontade dos portugueses em conquistar um resultado ainda melhor e a pressão sobre os soviéticos em satisfazerem o regime comunista. Por isso mesmo, os dois times entraram completos. Eusébio abriu o placar e Malofeev empatou para a URSS. Até que Torres bateu Yashin e decidiu, aos 44 do segundo tempo.

Copa de 1986, França 4×2 Bélgica


Assim como tinha acontecido quatro anos antes, a França poupou alguns de seus principais nomes para a decisão do terceiro lugar de 1986, como Platini e Giresse. Da mesma forma como a Bélgica não entrou com força máxima naquela partida, com só parte de seus craques. Não impediu o bom jogo em Puebla. Os Diabos Vermelhos abriram o placar com Ceulemans, os Bleus viraram com Ferreri e Papin para, no segundo tempo, Claesen voltar a deixar tudo igual. O jogo seguiu para a prorrogação e, aí sim, os franceses superaram a ótima geração belga, com mais dois gols.

Copa de 2010, Alemanha 3×2 Uruguai


Tudo bem, nenhum dos dois times parecia se importar tanto com o bronze nesse jogo. Mas a expectativa era de um jogo fraco, até pela escalação da Alemanha, com alguns reservas. Ainda assim, foi um confronto divertido de se assistir. Graças aos dois times que se enfrentaram de peito aberto e fizeram uma partida movimentada. A Alemanha abriu o placar, o Uruguai virou e o Nationalelf ficou com a vitória no segundo tempo. Também houve um golaço de Forlán, que aproveitou a ocasião como Thomas Müller, para dividirem a artilharia daquela Copa. Mais do que isso, a boa atuação ainda ajudou o uruguaio a conquistar a Bola de Ouro do Mundial.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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