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Concacaf praticamente mata suas Eliminatórias e valoriza nova Liga das Nações

Caso você não seja uma das seis seleções mais bem ranqueadas da Concacaf, segundo a fórmula que a Fifa determina, boa sorte para chegar à Copa do Mundo de 2022. A entidade que organiza o futebol do Caribe e das Américas Central e do Norte mudou a fórmula das suas Eliminatórias, tornando muito difícil, praticamente impossível, aos outros times uma vaga no Mundial do Catar.

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Até agora, as Eliminatórias da Concacaf realizavam três fases preliminares que classificavam seis equipes para a quarta rodada. Três grupos de quatro colocavam outras seis equipes no hexagonal final, quando a disputa ficava para valer. Os três primeiros colocados passavam à Copa do Mundo e o quarto disputava a repescagem mundial.

Dentro do novo formato anunciado pela Concacaf, o hexagonal final continua existindo, mas ele será composto pelos seis melhores colocados do ranking da Fifa em junho de 2020 – atualmente, são México, EUA, Costa Rica, Jamaica, Honduras e El Salvador. Os três primeiros vão diretamente à Copa do Mundo, e o quarto encarará a repescagem.

O primeiro passo dessa repescagem, porém, será interno. As 29 seleções da Concacaf ranqueadas entre a sétima e a 35ª posição do ranking da Fifa disputarão um torneio paralelo, que começa com oito grupos e segue com quartas de final, semifinal e final, em jogos de ida e volta, até sobrar apenas uma. Esse time enfrentará o quarto colocado do hexagonal e, quem vencer, jogará a repescagem mundial.

A Concacaf tem 41 membros, e não há sequer menção no comunicado da entidade sobre o que acontece com os últimos seis, atualmente Ilhas Virgens, Ilhas Cayman, Ilhas Virgens Britânicas, Ilhas Turcas e Caicos, Anguilla e Bahamas. Claro que suas chances de classificação à Copa são inexistentes, mas aparentemente não poderão nem tentar por meio das Eliminatórias, e o motivo nem é equacionar os grupos, porque as 29 equipes de segundo patamar serão divididas em cinco grupos de quatro e três grupos de três.

A mudança não foi necessariamente realizada para favorecer as grandes seleções porque México e Estados Unidos (e Costa Rica) nunca ficaram fora do hexagonal quando as Eliminatórias foram realizadas com esse formato, a partir de 1998 – o problema, quando houve, foi justamente na fase final. Na prática, haverá três, no máximo quatro, vagas para as secundárias, como Costa Rica, Jamaica, Honduras, El Salvador, Panamá e Canadá, ou alguma seleção emergente.

O que efetivamente ela faz é atribuir mais importância para as competições oficiais da Concacaf, especificamente a recém-criada Liga das Nações, que será realizada entre 2019 e março de 2020, terminando pouco antes o ranking decisivo. Os amistosos também ganham importância pelos pontos que valem para a lista da Fifa.

A Copa do Mundo do Catar ficou praticamente impossível para as seleções que não chegarem a junho de 2020 entre os seis primeiros colocados da Concacaf no ranking da Fifa. Sem acesso a nenhuma vaga direta, elas teriam que passar por todo o torneio paralelo, com a imprevisibilidade do mata-mata, superar o quarto colocado do hexagonal e um adversário de outro continente, talvez até um sul-americano.

Atualmente, isso envolveria, por exemplo, a seleção do Panamá, sétima colocada da Concacaf e participante do último Mundial.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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