Brasil

WTorre volta a pagar o Palmeiras por uso do Allianz Parque depois de quase dez anos

A construtora repassou ao Palmeiras cerca de R$ 4 milhões referentes a março e abril

A Wtorre voltou a repassar percentuais mensais ao Palmeiras, conforme estipulado no contrato entre as partes, firmado em 2010. É a primeira vez, desde 2015, que a companhia faz pagamentos do tipo ao clube. No total, R$ 4 milhões entraram no caixa alviverde.

Os repasses são referentes à exploração do Allianz com restaurantes, lojas, camarotes e outros empreendimentos que funcionam no local nos meses de março e abril. Os percentuais variam entre 10% e 25% do arrecadado, dependendo da categoria de exploração.

Foi justamente a não realização destes pagamentos, agora retomados, que culminaram na dívida de cerca de R$ 160 milhões da construtora com o clube — A WTorre contesta o valor.

A informação sobre a retomada dos pagamentos foi primeiramente divulgada no Canal do Paulo Massini e no UOL e confirmada pela Trivela.

Os repasses, é claro, não encerram a questão. Clube e construtora, por meia da Real Arenas, sua subsidiária que administra o Allianz, ainda tem que resolver o que ficou atrasado. O Palmeiras também deve à construtora algo em torno de R$ 40 milhões. A WTorre acredita que a dívida seja maior.

Trabalho e aproximação

A WTorre não fez da retomada dos repasses algo público. O objetivo é demonstrar ao Palmeiras que a nova diretoria da Real Arenas está interessada em se aproximar do clube e estabelecer uma boa relação.

A companhia nunca negou a existência da dívida, tampouco a obrigatoriedade dos repasses mensais. Mas sempre alegou não ver sentido em saldar a dívida se havia discordâncias quanto a diversas outras questões e repasses.

A retomada dos pagamentos indica que a Real Arenas decidiu não fomentar nem a dívida, nem a ruptura institucional com o Palmeiras. E que enquanto não resolve o que ficou para trás, pretende construir um futuro sem novos percalços daqui em diante.

Saídas e Cadeiras

Em 2024, a ideia da WTorre é também não desalojar o Palmeiras de seu estádio nas retas finais da Copa Libertadores e do Campeonato Brasileiro, como foi no ano passado.

Neste ano, o clube já teve de jogar sete vezes na Arena Barueri. Cinco vezes devido à reforma do gramado, que estava em condições impraticáveis desde o ano passado: Ituano, Corinthians, Mirassol, Botafogo-SP e Ponte Preta.

Outras duas vezes, no Campeonato Brasileiro, aconteceram por conta de shows. O Palmeiras enfrentou Internacional e Athletico-PR no estádio da região metropolitana de São Paulo. Perdeu os dois jogos.

O jogo contra o Vasco, do último dia 26, adiado por conta da crise climática no Rio Grande do Sul, também seria em Barueri. Mas, adiado, foi reagendado para o Allianz Parque.

A mudança de calendário pode acarretar outros jogos sendo transferidos para a Arena Barueri, mas ainda não há um estudo completo sobre o tema, pois há datas que continuam pendentes.

Nos planos da Real Arenas, a ideia é que o Palmeiras não saia mais do que seis vezes de sua casa por ano por conta de shows.  Mas pode haver mais jogos com palcos montados no Setor Norte do estádio.

Percentuais de receita a que o Palmeiras tem direito no Allianz Parque

Eventos, lojas, lanchonetes e estacionamento

  • Até 5 anos da abertura: 20%
  • De 5 anos até 10 anos da abertura (estágio atual): 25%
  • De 10 anos até 15 anos da abertura: 30%
  • De 15 anos até 20 anos da abertura: 35%
  • De 20 anos até 25 anos da abertura: 40%
  • De 25 anos até 30 anos da abertura: 45%

Cadeiras, camarotes e naming rights:

  • Até 5 anos da abertura: 5%
  • De 5 anos até 10 anos da abertura (estágio atual): 10%
  • De 10 anos até 15 anos da abertura: 15%
  • De 15 anos até 20 anos da abertura: 20%
  • De 20 anos até 25 anos da abertura: 25%
  • De 25 anos até 30 anos da abertura: 30%
Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata Lima

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.
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