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Quatro vitórias do Brasil sobre o Japão para compensar as derrotas nas Olimpíadas

Japoneses estão sendo os carrascos do Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris, mas são fregueses no futebol masculino

O torcedor brasileiro que está acompanhando os Jogos Olímpicos de Paris não aguenta mais enfrentar — e perder — para os representantes do Japão. Aconteceu no skate street, futebol feminino, surfe, judô e até rugby sevens.

As redes sociais vieram abaixo com reclamações contra os amigos asiáticos, carrascos e acabando com o sonho do Brasil conquistar mais medalhas.

Para compensar e saciar, em parte, a sede de vingança nos esportes contra os japoneses, a Trivela reuniu quatro vitórias marcantes da seleção brasileira masculina de futebol contra os atletas da Terra do Sol Nascente.

Seleção brasileira nunca perdeu para o Japão no profissional

Contando apenas jogos entre as seleções principais, o Brasil domina completamente o Japão no retrospecto. São 11 vitórias e 2 empates, com 35 gols brasileiros e apenas 5 dos asiáticos.

Ao longo da história, iniciada a partir de um amistoso em 1989, tiveram confrontos importantes por Copa do Mundo e Copa das Confederações.

No recorte de Olimpíadas, o que não é considerado seleção profissional, os japoneses venceram uma vez de forma histórica na abertura da edição de 1996.

Aquele Brasil tinha “apenas” Ronaldo, Roberto Carlos, Dida, Bebeto e Rivaldo, todos treinados por Mário Jorge Lobo Zagallo. Para compensar este revés, também reunimos a revanche, em 2000.

1. Brasil 3 x 0 Japão — Copa das Confederações 2013

Na extinta competição da Fifa, o Brasil, se preparando para o Mundial que receberia um ano depois, deu show.

O time de Felipão, Neymar e companhia fez a festa na abertura da Copa das Confederações contra o Japão no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Com apenas três minutos, Fred amaciou no peito e Neymar bateu de primeira para marcar um dos gols mais marcantes com a camisa do Brasil.

Keisuke Honda, ex-Botafogo, até chegou a assustar Julio César com um chute de longe, mas não era dia dos japoneses, que sofreram ainda gols de Paulinho e Jô — este, com uma jogadaça de Oscar.

Essa Seleção Brasileira venceria todas as partidas seguintes, incluindo a decisão contra a então campeã do mundo Espanha — um acachapante 3 a 0.

O título mascarou os problemas e se tornou uma ilusão para a Copa de 2014, marcada pelo traumático 7 a 1.

2. Brasil 4 x 1 Japão — Copa do Mundo 2006

Já classificada como líder do grupo para as oitavas do Mundial de 2006, a seleção de Carlos Alberto Parreira entrou mexida para finalizar a primeira fase do torneio.

Com um time mais equilibrado, Ronaldo, Ronaldinho e Juninho Pernambucano fizeram a melhor exibição do Brasil na Copa que prometeu muito e entregou pouco.

Apesar de Keiji Tamada abrir o placar para os Samurais, à época treinados por Zico, o selecionado canarinho já dominava o jogo e o empate veio ainda no 1º tempo com cabeçada do Fenômeno após escorada de Cicinho.

Na etapa final, Juninho mandou uma bomba de longe, sua especialidade, para virar o jogo. Como elemento surpresa na área, Gilberto Silva ampliou, enquanto Ronaldo marcou o quarto em um golaço.

Após passar por Gana no primeiro jogo do mata-mata, o Brasil caiu para a França nas quartas e deu fim a geração de Ronaldo, Ronaldinho, Roberto Carlos e Cafu.

3. Brasil 5 x 1 Japão — Amistoso 1995

O amistoso da década de 90 entra na lista para saciar a sede de vingança fã brasileiro por ser a grande goleada do time verde e amarelo contra os azuis.

Na ocasião, pouco mais de um ano após o tetra, o Brasil visitou o Japão e não tomou conhecimento dos donos da casa.Abriu dois só na etapa inicial e, mesmo com o susto no início do 2º tempo, enfiou mais três para fechar a goleada.

Edmundo, Leonardo, César Sampaio e Sávio marcaram para o Brasil, além do gol contra bizarro de Noboyuki Kojima. Masahiro Fukuda descontou.

4. Brasil 1 x 0 Japão — Jogos Olímpicos 2000

Luxemburgo brinca com a bola durante treino quando treinava a seleção brasileira
Luxemburgo brinca com a bola durante treino quando treinava a seleção brasileira (Foto: Acervo/Gazeta Press)

A vingança pelo revés em 1996 veio quatro anos depois, nos Jogos Olímpicos de Sidney, sob comando de Vanderlei Luxemburgo.

Um jovem meia Alex, então com 23 anos, marcou o gol solitário de cabeça com passe de Fábio Aurélio, apenas aos cinco dos primeiros 45 minutos.

Naquela vitória magra, o Brasil já mostrava a fragilidade que culminaria na eliminação para Camarões nas quartas, o que resultou na demissão de Luxemburgo e a chegada de Emerson Leão.

O conturbado ciclo 1998-2002 ainda teria outro técnico despedido e a chegada de Felipão para consumar o penta mundial, justamente no Japão.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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