Brasil

Viña ataca de sincerão em apresentação e exalta fome por títulos no Flamengo

Apresentado oficialmente pelo Flamengo, Viña foi sincero ao falar sobre as razões que o trouxeram de volta ao Brasil

Matias Viña é jogador do Flamengo desde janeiro, mas só foi apresentado oficialmente no Ninho do Urubu nesta segunda-feira (19). O atraso pode ter despertado algo no lateral, que atacou de sincerão, tanto em perguntas sobre a identificação com o Palmeiras ou a falta de protagonismo do Sassuolo. No mais, o uruguaio agradeceu o carinho da torcida, analisou a competição com Ayrton Lucas e falou sobre a parte tática de Tite.

O que Viña disse durante a apresentação?

  • Confirmou que veio para o Flamengo para conquistar títulos
  • Se derreteu pela torcida
  • Elogiou Ayrton Lucas e Tite
  • Brincou com a parceria com os uruguaios

O principal motivo para a chegada ao Flamengo

— Eu estava jogando lá sim, mas tem algo que é muito importante. Eu vim aqui para ganhar, gosto de ganhar, competir. Lá não tinha como eu ganhar, vir para uma equipe tão grande com o Flamengo é uma motivação a mais.

Viña também falou sobre algo que a torcida do Palmeiras, seu ex-clube, relembrou enquanto negociava com o Flamengo. Quando foi vendido à Roma, o lateral uruguaio comentou que, se retornasse ao Brasil, voltaria para o Palestra Itália. Não aconteceu e, segundo o atleta, foi a melhor decisão para sua família.

— Naquela época eu respondi o que queriam escutar. Não gosto de brigar com a imprensa, polêmicas, então fiz o que foi melhor para mim. Organizei com a minha família e essa foi a decisão. O melhor para mim, sempre — surpreendeu.

A força da torcida do Flamengo

O lateral uruguaio chegou ao Flamengo em meio a pré-temporada, nos Estados Unidos, mas, ainda assim, recebeu grande carinho da torcida. Viña também já acompanhou jogos da equipe no Maracanã e se mostrou muito impressionado com todo o apoio da Nação.

— Estou muito ansioso para começar. Me impressionei com a quantidade de gente nas arquibancadas. Senti um pouco de falta disso lá na Itália, especialmente no Sassuolo. Foi uma motivação a mais para vir até aqui, esse carinho da torcida — disse, antes de completar:

— Eu nunca tinha visto algo assim. Tão longe do Brasil, toda essa gente em um treino. Isso é uma marca do Flamengo. Estou muito feliz por começar, estou treinando com meus companheiros. Já estive no Brasil, então a adaptação foi mais fácil. Os uruguaios também ajudaram muito nisso tudo. Vamos fazer o melhor de nós, pensando no que é melhor para o Flamengo — finalizou.

O Flamengo volta a campo nesta terça-feira (20), às 21h30 (de Brasília), para enfrentar o Boavista, em jogo válido pela nona rodada da Taça Guanabara. Como se trata do último jogo da rodada, o Rubro-Negro está de olho na recuperação da liderança, perdida para o Fluminense, que venceu no sábado. A equipe de Tite leva vantagem no saldo e deve contar com a estreia de Viña.

Veja outros pontos abordados na coletiva

Expectativas para a temporada

— Expectativa muito grande, desde o primeiro momento que estive aqui. Queria jogar, mas pela lesão não conseguia. Agora estou bem, estou esperando ansioso para começar minha jornada no Flamengo.

Gramado será um problema?

— O gramado precisa estar apto a jogar. Não sei como está, ainda não joguei no Maracanã, mas os companheiros estavam brigando para que ele estivesse melhor. Não é só aqui no Brasil que acontece. Só na Premier League que joguei que os gramados estão todos ótimos.

Parceria com os uruguaios

— Ajuda muito que eles estejam aqui. Somos eu e mais três uruguaios. Conheço o Arrascaeta há muito tempo de seleção, o Nico (De La Cruz) também. Quando tive a possibilidade de vir até aqui, só comentei com ele depois. O importante é que deu tudo certo, já conhecia o Flamengo. Sobre o trocadilho: eu acabei vindo né? (Risos dos envolvidos).

Competitividade com Ayrton Lucas

— Eu acho o Ayrton muito bom jogador. Quando estava na Roma, eu ia para a seleção e falava com o Arrasca sobre isso. Ele é um cara forte, que vai muito para frente. Quero fazer a diferença dentro de campo. Eu sei no que sou bom e no que sou ruim. Vou fazer o meu melhor para jogar bastante aqui.

Numeração

— 17 é o número que eu uso desde criança. Queria agradecer ao Matheus (Gonçalves) por ceder a numeração que ele estava usando. Sempre que possível, vou usar esse número.

Diferenças entre Brasil e Europa

— Venho de equipes da Europa, equipes organizadas. Aqui está muito acima, o CT de lá. Já estava acostumado com o Brasil, por jogar aqui. Estava em uma equipe que não disputava muito, então chegar aqui para disputar muito é interessante. A competência que o Flamengo tem no futebol brasileiro é muito acima.

— Foram dois anos e meio na Itália e seis meses na Inglaterra. Aprendi muito tecnicamente e taticamente na Itália, eles trabalham a parte defensiva em todos os treinos. Por aqui, na América do Sul, não se trabalha tanto assim. Lá é uma parte crucial do jogo.

— O gramado precisa estar apto a jogar. Não sei como está, ainda não joguei no Maracanã, mas os companheiros estavam brigando para que ele estivesse melhor. Não é só aqui no Brasil que acontece. Só na Premier League que joguei que os gramados estão todos ótimos.

Foto de Guilherme Xavier

Guilherme Xavier

É repórter na cobertura do Flamengo há três anos, com passagens por Lance! e Coluna do Fla. Fã de Charlie Brown Jr e enxadrista. Viver pra ser melhor também é um jeito de levar a vida!
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