Brasil

Torcida do Santos se rende à Neo Química Arena

Trivela conta como foi a experiência de santistas em partida com mando de campo do Peixe no estádio do rival Corinthians

“Faz falta ter uma arena moderna”. Essa foi a constatação de André, torcedor do Santos que vive na capital paulista e está acostumado a assistir jogos na Vila Belmiro. Após acompanhar a classificação do Peixe na Neo Química Arena, casa do rival Corinthians, ficou claro para ele que a experiência em um estádio moderno é mais confortável. E o depoimento do santista não foi o único entre os 44 mil torcedores, que quebraram recorde de público do palco no ano.

Na última quarta-feira (27), a Trivela questionou torcedores alvinegros em setores variados do estádio a fim de descobrir: como foi acompanhar uma partida do Santos na Neo Química Arena?

Santistas se rendem à Neo Química Arena

Em contato com a reportagem, os torcedores elogiaram a estrutura da arena, principalmente no que diz respeito à alta visibilidade do gramado. André, integrante de uma das torcidas organizadas do time da Baixada Santista, disse que, ao contrário do MorumBIS, onde há pontos cegos em algumas áreas nos anéis inferiores, a arena em Itaquera não tem esse problema. Ele assistiu à partida do setor norte, atrás do gol.

Nas regiões centrais do estádio — setores Leste e Oeste — os relatos também foram muito positivos nesse sentido. Segundo Letícia, a experiência de acompanhar o Santos foi otimizada pela excelente estrutura da Neo Química Arena.

Joaquim, torcedor do Santos, em partida na Neo Química Arena no setor leste (Foto: Arquivo pessoal)

— É uma das primeiras vezes que estou vendo o Santos jogar (in loco). A experiência foi magnífica. No estádio dá para ver bem de pertinho, então tornou a experiência ainda melhor — afirmou.

Ao ser questionada se faz falta ao Santos ter uma arena própria, Letícia prontamente respondeu: “Com certeza. Aqui na capital ainda, não lá na Vila (Belmiro). Tem que ter aqui, porque aí a gente vai lotar todas as vezes”.

Desde que o Pacaembu iniciou as reformas, o Santos costuma mandar suas partidas no estádio do São Paulo quando decide jogar na capital. A última ida do Peixe à casa tricolor foi na vitória sobre o São Bernardo, no fim de fevereiro, com mais de 50 mil pessoas nas arquibancadas.

Joaquim, paulistano de 17 anos, esteve em partida recente do Santos no Morumbis, mas sente falta de acompanhar o clube alvinegro no estádio com mais frequência.

— Muito feliz por ver um jogo aqui em São Paulo, já que por conta das torcidas únicas não dá para ter, né? A minha experiência foi muito legal — afirmou Joaquim, paulistano de 17 anos.

Nem tudo é perfeito

Apesar de boa parte dos torcedores terem experimentado uma ótima noite na Neo Química Arena, houve uma parcela que enfrentou dificuldades para ocupar as arquibancadas do estádio corintiano. Muito por conta do trânsito e de uma revista mais lenta por parte da Polícia Militar, que justificou tal atitude como necessária para evitar aglomeração. Foi possível notar torcedores do Peixe chegando até os 38 minutos do primeiro tempo. Só a partir de então o movimento das catracas diminuiu.

De acordo com o constatado pela Trivela, alguns torcedores só conseguiram acessar o estádio com a partida no intervalo. Alguns presentes relataram quem houve quem desistiu de entrar após a demora da PM na liberação, no setor norte.

— A polícia segurou a torcida, e aí as pessoas ficaram impacientes e começaram uma confusão. Começaram a bater no pessoal para segurar (a entrada). Eu mesmo só entrei depois de dez minutos que saiu o primeiro gol, mas teve gente que só conseguiu muito depois disso — contou Felipe, integrante da principal organizada do Santos.

A reportagem também ouviu algumas reclamações sobre os preços altos das lanchonetes. Os valores mínimos para fazer uma refeição completa dentro da arena, com lanche e bebida, giram em torno dos R$ 50.

Sobre os tumultos, a PM informou que a entrada em blocos foi realizada para a segurança dos torcedores, e um princípio de confusão nas catracas foi rapidamente controlado.

 

“Festa no lixeiro”

Em resposta às provocações da Fiel, que espalhou cartazes com referências à Série B nos arredores da arena, os santistas portaram cartazes com suas próprias afrontas. As frases “arena do Governo” e “chupa gambá, 11 anos de tabu” foram exibidas por torcedores.

Ao fim da partida, que contou com a vitória do Santos por 3 a 1 sobre o Bragantino e vaga na final, o público gritou em uníssono: “Festa no lixeiro”. A frase é uma adaptação da comemoração feita pela torcida do Palmeiras, que celebra vitórias em casa com a música “Festa no Chiqueiro”, em ritmo de axé.

De acordo como site Meu Timão, também houve pichações na arena.

Foto de Livia Camillo

Livia Camillo

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário FIAM-FAAM, escreve sobre futebol há cinco anos e também fala sobre games e cultura pop por aí. Antes, passou por Terra, UOL, Riot Games Brasil e por agências de assessoria de imprensa e criação de conteúdo online.
Botão Voltar ao topo