Por que fala de Taffarel sobre Fábio na seleção brasileira não procede?
Preparador de goleiros do Brasil respondeu sobre ausência de arqueiro do Fluminense na Copa do Mundo apesar de apelo popular
Antes da estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo, Taffarel concedeu entrevista ao diário “As”. O preparador de goleiros de Carlo Ancelotti falou sobre a decisão de convocar Weverton, cuja justificativa foi pautada em sua experiência. Ao mesmo tempo, ele foi perguntado sobre a ausência de Fábio.
Taffarel argumentou que o arqueiro do Grêmio superou nomes mais jovens, como Bento, do Al-Nassr, por sua história prévia na meta amarelinha, além de seu currículo vasto no futebol aos 38 anos. Weverton ainda não havia sido chamado pelo treinador italiano antes da lista final para o torneio na América do Norte.
Nesse contexto, o tetracampeão mundial falou sobre o camisa 1 do Fluminense, que ganhou apelo popular devido suas atuações em alto nível mesmo aos 45 anos. Com experiência de sobra, Fábio seria candidato à última vaga da Seleção para o Mundial. Entretanto, Taffarel explicou porque ele não foi lembrado pelo Brasil.
— Ele tem 45 anos. É um goleiro que continua jogando bem, em um nível muito alto, e já teve sua época jogando pela seleção brasileira, mas não agora. Se não tivéssemos convocado Weverton, a lista teria incluído Bento, Hugo Souza e John — declarou o preparador.
Fábio não teve ‘sua época’ na seleção brasileira
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A contrário do que disse Taffarel, Fábio nunca teve “sua época jogando pela seleção brasileira”. Apesar dos títulos do Sul-Americano e do Mundial sub-17, ambos em 1997, o goleiro não disputou nenhuma partida pelo time principal.
Fábio até acumulou convocações em amistosos, Copa das Confederações de 2003 e Copa América de 2004, mas não integra uma lista desde 2011, quando a Seleção era treinada por Mano Menezes. Desde então, o arqueiro foi um dos nomes mais regulares de sua posição no Brasil.
Nesse período, foi bicampeão brasileiro (2013 e 2014) e campeão da Copa do Brasil (2018) pelo Cruzeiro, além de campeão da Copa Libertadores (2023) e da Recopa Sul-Americana (2024) pelo Fluminense. Em todas as conquistas, o goleiro foi protagonista com defesas difíceis.
Recordista de partidas oficiais no futebol (1.442) e tantos outros feitos de longevidade, Fábio foi esquecido pela seleção brasileira ano após ano mesmo provando que o avanço da idade não afetou sua qualidade embaixo das traves. Em entrevista após a convocação da Seleção para a Copa, em maio, o goleiro lamentou afalta de oportunidades com a camisa do Brasil.
Goleiro Fábio desabafa sobre a seleção brasileira: "Não faço o meu melhor para a CBF."
— ge (@geglobo) May 20, 2026
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— Não faço meu melhor pela CBF. Faço para Deus, Para o Fluminense e para as equipes que em tive a oportunidade de jogar, como o Cruzeiro. Eu faço sempre o melhor para eles e principalmente para Deus, porque é Ele que me concede saúde. Então esse é meu foco. Minha seleção é eu fazer meu melhor todo dia, e a minha história fala por si — começou Fábio.
— Antes, há uns 10 ou 12 anos, os caras falavam que não podiam me levar porque queriam levar jogadores mais novos. Mas acho que quem está lá tem seus méritos. A análise é: quem está lá foi pela história que construiu, então são critérios bem diferentes. Às vezes não é quem está no melhor momento, mas todos têm seus méritos e suas qualidades — continuou.
— Infelizmente, dentro do futebol existe, e a gente viu aí nessa última convocação… Dentro de quem não foi convocado e estava na lista… Muita coisa aí que aconteceu que é melhor ficar quieto — concluiu o arqueiro.