STJD pune o Santos com portões da Vila Belmiro fechados no início da Série B por incidentes no ano passado
Santos foi julgado pelo STJD na manhã desta quarta-feira (31) por bombas e invasões de campo na derrota para o Fortaleza
O Santos não poderá contar com o seu torcedor na Vila Belmiro no início da Série B do Campeonato Brasileiro. Em julgamento realizado na manhã desta quarta-feira (31), a 3ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) puniu o Peixe com seis partidas com os portões do seu estádio fechados à torcida na competição. A pena é consequência das bombas arremessadas no gramado e invasões de campo nos minutos finais da derrota para Fortaleza, em 6 de dezembro de 2023, no estádio alvinegro, que culminou com o inédito rebaixamento santista.
Além disso da ausência do torcedor, o Santos, que é reincidente em casos do gênero, terá que pagar uma multa de R$ 100 mil.
A decisão não é definitiva. Cabe ao clube, por meio do seu Departamento Jurídico, apresentar um recurso que será julgado em data a ser marcada pelo pleno do órgão.
O Santos, representado virtualmente no julgamento pelo presidente Marcelo Teixeira e o gerente jurídico Daniel Curi, foi punido por infringir o Artigo 213 nos parágrafos I, II e III do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
O que diz o artigo 213 do CBJD?
Art. 213. Deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir:
- I — desordens em sua praça de desporto;
- II — invasão do campo ou local da disputa do evento desportivo;
- III — lançamento de objetos no campo ou local da disputa do evento desportivo.
- PENA: multa, de R$ 100,00 (cem reais) a R$ 100.000,00 (cem mil
reais).
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Santos registrou três ocorrências na competição
Os três casos registrados na Vila Belmiro, durante o Campeonato Brasileiro do ano passado, ocorreram na seguinte ordem:
A primeira delas foram as bombas arremessadas ao gramado nos minutos finais da derrota por 2 a 0 para o Corinthians, na Vila Belmiro, em duelo válido pela 11ª rodada da competição.
Na ocasião, o árbitro Leandro Pedro Vuaden encerrou o clássico antes do fim do tempo regulamentar e relatou tudo na súmula do jogo.
– Aos 41 minutos do segundo tempo, quando a partida estava paralisada, torcedores do Santos, localizados atrás da meta defendida pelo goleiro do Corinthians, Cássio, arremessaram diversos artefatos explosivos (rojões) para dentro do gramado. Após três minutos de paralisação, diante do cenário de insegurança e pensando na integridade física dos atletas, da arbitragem e de todos os envolvidos na partida, encerrei a mesma – escreveu.
Agora começaram os protestos da torcida do Santos na Vila. Muitas bombas no gramado pic.twitter.com/C677OnnnO1
— Bruno Lima (@unollima) June 22, 2023
Julgado, o Peixe recebeu oito jogos de perda de mando de campo e portões fechados como punição, além de uma multa de R$ 80 mil. Com o uso de efeito suspensivo e um recurso, o Santos conseguiu mudar a punição para quatro jogos com portões fechados.
Objetos arremessados no gramado contra o Grêmio
A segunda ocorrência foi registrada nove rodadas mais tarde. Durante a vitória de virada sobre o Grêmio, por 2 a 1, na Vila Belmiro, o árbitro Paulo César Zanovelli relatou na súmula da partida o arremesso de objetos no gramado em três circunstância distintas.
– Aos 18 minutos do segundo tempo, após um gol marcado pelo Santos, foi arremessado um copo para o campo de jogo em direção ao goleiro do Grêmio, Gabriel Grando, oriundo das arquibancadas onde estavam localizados apenas torcedores do Santos. Já aos 49 minutos do segundo tempo, foi arremessado para o campo de jogo uma placa de gesso quebrada. O objeto não atingiu nenhum dos atletas e caiu no gramado. Essa placa também foi arremessada das arquibancadas onde estava localizada a torcida do Santos. Por fim, aos 49 minutos do segundo tempo, foi arremessado um copo com um líquido amarelo em direção ao assistente número um do jogo, Luanderson Lima dos Santos. Esse copo foi arremessado das arquibancadas onde estava localizada a torcida santista – apontou o árbitro.
No julgamento, o Peixe foi punido com duas partidas do Brasileirão com portões fechados. A condenação foi revertida após o Santos fazer um acordo com o STJD para pagar R$ 150 mil ao órgão, sendo que metade desse valor foi destinado para entidades de caridade.
Bombas e invasões de campo diante do rebaixamento
A terceira ocorrência se deu na última rodada do Brasileirão, quando o Santos foi vencido pelo Fortaleza, por 2 a 1, também na Vila Belmiro. Árbitro principal do duelo, Vuaden, mais uma vez, relatou na súmula que foi obrigado a encerrar a partida de maneira antecipada.
Jogadores do Santos deixam o gramado da Vila Belmiro pic.twitter.com/PFrSRdL7sr
— Bruno Lima (@unollima) December 7, 2023
– Informo que a partida foi encerrada antecipadamente, aos 51 minutos do segundo tempo, após o segundo gol do Fortaleza, pois houve, por parte da torcida do Santos, arremesso de objetos para dentro do campo de jogo e invasão de torcedores. De acordo com o policiamento, não havia mais segurança para o prosseguimento da partida, motivo pelo qual, a mesma foi encerrada – escreveu o árbitro.



