BrasilBrasileirão Série A

Santos teve garra, mas falta de ritmo de Paulo Victor cobrou o seu preço

Paulo Victor é bom goleiro e um dos líderes do elenco do Flamengo. Natural que Cristóvão Borges tenha decidido devolver-lhe a posição de titular, uma vez que ele estava recuperado de lesão. Mas quase dois meses longe dos gramados cobraram o preço, neste domingo, no Maracanã, e custou dois pontos ao time da casa, que abriu 2 a 0 após um primeiro tempo quase impecável, mas apenas empatou com o Santos por 2 a 2.

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Emerson estava infernal, Canteros jogava de maneira muito inteligente, e o time paulista não viu a cor da bola. Nas arquibancadas, 60 mil torcedores cantavam e esperavam ver mais um show de Paolo Guerrero, desta vez, muito maias discreto do que nas suas partidas anteriores vestido de rubro-negro. Foi Alan Patrick quem abriu o placar, com um belo chute da entrada da área. Logo na sequência, o time da casa aproveitou que a defesa adversária estava adiantada e esburacada para contra-atacar com Sheik, que teve muita técnica para ampliar e fazer o segundo gol.

A vitória estaria encaminhada não fosse o poder de reação do Santos. Dorival Júnior trocou Paulo Ricardo por Marquinhos Gabriel no intervalo. O substituto atazanou a vida da defesa adversária, com destaque para um belo passe por cobertura para Victor Ferraz chutar em cima de Paulo Victor. Lucas Lima foi recuado para o meio-camo, ao lado de Renato, e armou o Santos mais de trás. Funcionou. Os visitantes cresceram.

No primeiro gol, Paulo Victor certamente falhou ao sair mal para cortar uma cobrança de escanteio de Lucas Lima e permitir que Ricardo Oliveira completasse. No segundo, cabe debate. O chute do mesmo Lucas Lima da entrada da área saiu com efeito, mas não muito alto. Paulo Victor até chegou à bola, mas estava um pouco adiantado e tentou espalmá-la com a mão esquerda. Ficou a impressão que poderia ter feito um trabalho melhor se estivesse jogando duas vezes por semana.

O Flamengo despertou, enfim, para o segundo tempo e voltou a pressionar o Santos. Chegou a hora de outro goleiro virar personagem. Vanderlei executou pelo menos três grandes defesas nos minutos finais para garantir o empate. O time paulista teve garra para buscar a igualdade e segurar um ponto fora de casa, mas, se Paulo Victor estivesse afiado e em forma, o rubro-negro teria mais chances de acrescentar uma terceira vitória à boa sequência no Brasileirão.

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Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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