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Como Pelé foi decisivo para o Santos firmar acordo e derrubar transfer ban?

Com a ajuda de Pelé, representado pelo filho Edinho, Santos sacramentou acordo com o Krasnodar para acabar com a punição aplicada pela Fifa

Depois de passar um período sem receber qualquer resposta do Krasnodar, da Rússia, o Santos conseguiu convencer o clube russo a conversar e aceitar o parcelamento da dívida de US$ 4,5 milhões (R$ 22,7 milhões na cotação do dia) para colocar fim no transfer ban aplicado pela Fifa. A pendência financeira era referente à compra do meio-campista peruano Cristian Cueva, em 2019, e que se arrastou pelos últimos cinco anos. Em razão deste imbróglio, a cúpula alvinegra, segundo o apurado pela Trivela, precisou recorrer à credibilidade e o legado do Rei Pelé para voltar a ser ouvida pelos dirigentes europeus. E a ideia funcionou perfeitamente.

Conforme comunicado publicado no site oficial do clube, o Santos viabilizou um acordo com o Krasnodar para pagar a dívida em quatro parcelas, sendo a primeira já neste mês e a última até 25 de junho deste ano. Agora, o Peixe aguarda o clube russo comunicar o entendimento entre as partes à Fifa para ter a punição revogada e, na sequência, poder voltar a contratar pensando na disputa da Série B do Campeonato Brasileiro.

Como o Santos usou o legado de Pelé?

Sabedor de que o Krasnodar estava incomodado com o comportamento do Santos em relação à dívida, o presidente Marcelo Teixeira, por iniciativa do vice Fernando Bonavides, convidou o ex-goleiro e filho do Rei Pelé, Edinho, para participar da reunião virtual com os dirigentes russos na tarde desta terça-feira (2).

De acordo com as informações obtidas pela Trivela, a presença de Edinho no encontro desarmou os representantes do Krasnodar, que, até então inflexíveis, ficaram honrados de estarem em contato com o filho do maior jogador de todos os tempos em uma reunião de negócios.

Dono de um inglês fluente, Edinho interagiu e contribuiu consideravelmente para destravar as conversas, que, ao longo dos próximos dias, colocarão fim na punição aplicada pela Fifa.

Edinho em ação para o pai
Edinho foi convidado pelo presidente Marcelo Teixeira para participar da reunião com os representantes do Krasnodar (Foto: Flickr/SantosFC)

Ainda conforme os bastidores da reunião colhidos pela Trivela, a ideia de ter Edinho – representando o que há de maior na história do Santos – e Teixeira – autoridade máxima do Peixe atualmente – visou dar uma clara demonstração de consideração ao clube russo.

Além disso, nas entrelinhas o Alvinegro tratou de deixar claro para os representantes do Krasnodar que não estava ali usando as imagens da sua principal lenda e do seu mandatário em vão numa negociação.

Como os russos queriam receber o valor?

Antes de se depararem com a presença de Edinho na reunião, o Krasnodar estava decidido a receber os US$ 4,5 milhões à vista.

Ao tomarem conhecimento de que o Santos não tinha os recursos disponíveis e desejava o pagamento em dez parcelas, os russos simplesmente ignoraram o time da Vila Belmiro no último mês. O cenário só mudou com aquele que pode ser considerado um ‘milagre de São Pelé'.

Carille terá reforços para a Série B?

A iminente queda do transfer ban era a notícia que o técnico Fábio Carille desejava para ver a chegada de reforços após o encerramento do Campeonato Paulista. Segundo o treinador, o Santos já tem conversas avançadas com alguns possíveis reforços para o início da Série B.

O técnico espera receber:

  • Um zagueiro
  • Um lateral-esquerdo
  • Um atacante para atuar pelo lado direito do campo.

Até quando o Santos pode contratar?

Apesar de a janela de transferências internacionais estar fechada, o Santos tem até o próximo dia 19 para viabilizar a chegada de jogadores que disputaram os campeonatos estaduais do Brasil.

A única peça anunciada até o momento foi o lateral-direito Rodrigo Ferreira, que foi contratado do Mirassol, mas já defendeu o Grêmio.

Foto de Bruno Lima

Bruno Lima

Bruno Lima nasceu em Santos (SP) e se formou em Jornalismo na Universidade Católica de Santos (UniSantos) em 2010. Antes de escrever para Trivela, passou por A Tribuna.
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