Brasil

Santos segue com o mesmo protagonista, mas novos coadjuvantes na defesa não ajudam

Equipe do técnico Pedro Caixinha saiu atrás, mas foi salva por um gol do artilheiro do time no ano

No dia em que a possível volta de Neymar ao Santos dominou o noticiário, o santista teve um choque de realidade com um empate em 1 a 1 com a Ponte Preta, pelo Campeonato Paulista.

Assim como dizer que o Santos fez um jogo ruim seria exagero, também o seria dizer que o time de Pedro Caixinha fez uma boa apresentação em Campinas, após sair atrás no placar.

Assim como na estreia, quando venceu o Mirassol por 2 a 1, Guilherme foi o responsável por balançar a rede para a equipe alvinegra. O atacante, aliás, foi um dos melhores nomes do Peixe no jogo.

Guilherme saiu cansado no segundo tempo, substituído por Rhayner — o que evidencia a carência do elenco santista no setor ofensivo.

— Mais importante é ajudar a equipe. Jogo difícil. A Ponte Preta tem um volume bem forte. A verdade é que nosso primeiro tempo não foi bom. No segundo tempo, corremos atrás e fomos melhores, competimos mais. Tá bom. Um ponto importante que vai fazer diferença lá na frente — disse o artilheiro santista da noite.

— (Começo o ano) da forma que espereva. Eu acabei o ano muito bem e fico feliz de estar começando esse ano da mesma forma que terminei (o anterior) — finalizou.

Guilherme, o “Amado”, como é conhecido, empatou o jogo aos 9 minutos da segunda etapa. E, a despeito de o autor do gol ter sido outro, vale dar boa parte dos méritos do lance à inteligência de Luca Meirelles pela esquerda.

Já a defesa do Santos…

Mas assim como na partida de estreia — vitória por 2 a 1 sobre Mirassol –, a defesa não ajudou o time de Pedro Caixinha. Zé Ivaldo e o lateral Léo Godoy, principalmente, erraram demais no Estádio Moisés Luccareli.

Curiosamente, na estreia do time no Estadual, João Basso foi tão mal que acabou sendo sacado durante o jogo. Ambos tiveram Luan Peres como companheiro.

No gol da Ponte, aos 42, a dupla de zaga do Santos se posicionou muito mal. E Jean Dias subiu livre, em meio aos dois defensores, para fazer 1 a 0.

Diante disso, saber que Gil está fora dos planos de Pedro Caixinha soa cada vez mais estranho.

Por pouco, o Santos não perdeu o jogo na penúltima bola do jogo. Brazão, corajoso, saiu no pé de Zé Renato e salvou a equipe do Litoral.

Início de temporada à parte, para encarar o Palmeiras na próxima quarta-feira, o Santos vai precisar mostrar muito mais.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata LimaSetorista

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.

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