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Santos precisa dos pênaltis para superar a Portuguesa, vai à semi do Paulista, mas Cazares não pode ser titular nela

Nos pênaltis e com grande dose de emoção, o Santos venceu a Portuguesa e se classificou às semifinais para encarar o Red Bull Bragantino

O Santos está nas semifinais do Campeonato Paulista. Na noite deste domingo (17), o Peixe venceu a Portuguesa, nos pênaltis, por 4 a 2, após um empate por 0 a 0 no tempo regulamentar, e se garantiu para encarar o Red Bull Bragantino, na Vila Belmiro, em data a ser confirmada pela Federação Paulista de Futebol (FPF).

Tomada pela euforia da classificação, o torcedor deixou a mítica casa alvinegra em êxtase. Contudo, ciente de que o time precisa de ajustes. Principalmente no meio-campo, caso Giuliano siga sem condições de jogar uma partida inteira.

Muitas das dificuldades enfrentadas diante da Portuguesa passa pela ineficiência de Cazares, que, perdido, desorganizou completamente a linha ofensiva da equipe ao longo de todo o primeiro tempo e dos 14 minutos da segunda etapa, quando Carille viu que com o equatoriano em campo tudo seria mais difícil.

É difícil entender o que Cazares faz em campo

Sem contar com Giuliano na melhor das suas condições físicas, Carille tem apostado em Cazares para pensar o jogo no meio-campo. Mas, na prática a ideia não tem funcionado. Ao longo do primeiro tempo, por exemplo, o lugar que o equatoriano menos se presente foi no meio do campo.

Diante da retranca da Portuguesa, o camisa 10 se adiantou no gramado e por muitos momentos da primeira etapa desorganizou o sistema ofensivo do Peixe. Não foram poucas as vezes em que o Santos se viu com uma linha de quatro atacantes, composta por Otero, Furch, Cazares e Guilherme, e um buraco na intermediária.

Com o intuito de preencher o espaço deixado pelo equatoriano, Pituca e Otero corriam para ocupar a posição do meia. Para não ser injusto, na única oportunidade em que o Cazares permaneceu no lugar em que foi escalado, fez uma boa jogada e finalizou da entrada da área, que obrigou o goleiro Thomazella a espalmar para escanteio.

Giovanni Augusto pensa o jogo para a Lusa

Do outro lado, no alto dos seus 34 anos, Giovanni Augusto via todas as tentativas ofensivas da Portuguesa passar por seus pés. Experiente, o meia, que está perto de ser contratado pela Chapecoense para a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro, criou, distribuiu passes atrás dos atacantes da Lusa e cadenciou o jogo de acordo com a proposta de jogo da sua equipe.

Carille cansa de Cazares e aposta em Giuliano

Sem ver as orientações passadas no intervalo serem compreendidas por Cazares, Carille decidiu sacá-lo do time aos 14 minutos do segundo tempo. Em seu lugar, o treinador colocou Giuliano, que não jogava desde a terceira rodada por lesão, em campo.

Após a entrada de Giuliano, o jogo ganhou em dramaticidade, aos 27 minutos, por conta da expulsão de Otero, que recebeu cartão vermelho direto por uma entrada em Giovanni Augusto.

Com um a menos, Carille recorreu ao banco de reservas. Weslley Patati, Tomás Rincpon e JP Chermont entraram nos lugares de Furch, João Schmidt e Hayner. Antes, Jair já havia substituído Joaquim.

Torcida vira o 11º jogador do Santos

Em meio as dificuldades que o confronto apresentou, a torcida do Santos tentou levar a equipe para o ataque na base do incentivo. Porém, a equipe, visivelmente cansada, esboçou um último abafa, mas sem sucesso. O duelo terminou com um empate sem gols.

Assim, a última vaga das semifinais teve que ser decidida nos pênaltis. Para frustração dos 13.372 santistas presente no estádio, e alegria dos cerca de 500 torcedores da Lusa que desceram a Serra.

Cobranças de pênaltis na Vila Belmiro

Nas penalidades o Santos levou a melhor. Giuliano, Guilherme, Tomás Rincón e Jair converteram as suas cobranças, enquanto Felipe Marques e Quintana desperdiçaram. Desta forma, o Peixe se classificou vencendo por 4 a 2 para encarar o Red Bull Bragantino.

Foto de Bruno Lima

Bruno Lima

Bruno Lima nasceu em Santos (SP) e se formou em Jornalismo na Universidade Católica de Santos (UniSantos) em 2010. Antes de escrever para Trivela, passou por A Tribuna.
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