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Rogério brilhou na estreia, mas foi atuação de Ganso que chamou a atenção

A grande surpresa do São Paulo no Morumbi na sua escalação para o jogo contra o Internacional neste sábado à noite foi Rogério. O jogador foi apresentado nesta semana e já foi escalado como titular, muito por causa dos 12 desfalques que o time do técnico Juan Carlos Osorio tinha. E apesar de estreante, foi tão bem que parecia que já estava jogando no São Paulo há mais tempo. Correu muito, driblou e criou boas jogadas. Além disso, marcou um gol, o primeiro do jogo, e ajudou o São Paulo a vencer com tranquilidade. Só que quem fez uma partida excelente e chamou demais a atenção foi outro jogador: Paulo Henrique Ganso.

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O camisa 10 do São Paulo atuou de maneiras diferentes no primeiro e no segundo tempo. Na etapa inicial, compôs mais o meio-campo e era o jogador de segurar a bola. Teve Michel Bastos como parceiro, segurava a bola quando preciso e fazia as jogadas chegarem aos atacantes. Mostrou uma facilidade grande para dominar e esconder a bola da marcação.

O torcedor vibrava mesmo com as jogadas de Rogério. Atuando pelo lado esquerdo, fez as vezes de Pato e correspondeu com sobras. Partiu para cima da marcação diversas vezes, deu trabalho e quase marcou um belo gol em um chute colocado. Foi o grande destaque do time chamando o jogo.

O segundo tempo teve um Ganso, além de experiente, brilhante. Rodrigo Dourado, volante que normalmente é quem faz os desarmes pelo Inter, foi desarmado por Ganso no meio-campo. O camisa 10 avançou com a bola em velocidade, escapando dos adversários e fazendo o passe para a direita, onde Wilder recebeu e cruzou na segunda trave. Rogério deu um peixinho e completou de cabeça para marcar o gol que abriu o placar no Morumbi.

Ganso era quem distribuía as jogadas, fazia o São Paulo ter a paciência que precisava, já que a maioria dos jogadores é de velocidade. Centurión, Wilder e Rogério, os três atacantes, têm por característica o jogo veloz. Michel Bastos, companheiro de Ganso atuando no meio-campo, também é um jogador que gosta de atuar mais em velocidade.

Foi em uma jogada que passou por Michel Bastos, Wilder e Ganso que acabou no segundo gol do São Paulo. Michel abriu na direita para Wilder, que tocou para o meio da área, onde Ganso recebeu e ajeitou para Michel Bastos chutar. O goleiro Muriel espalmou para dentro o chute do camisa 7 do São Paulo, que mesmo bem colocado, não foi tão forte.

A atuação de Ganso foi digna das que teve no segundo semestre de 2014, quando o São Paulo viveu o seu melhor momento naquele Campeonato Brasileiro, ao lado de Kaká. Em 2015, Ganso não tinha conseguido uma atuação nem perto desse nível. Nos últimos três jogos, porém, Ganso parece ter recuperado o bom futebol. Vem sendo importante nos passes, distribuindo a bola, sendo o jogador técnico que se espera, mas também se apresentando para o jogo.

Se no meio Ganso se destacou e Rogério foi muito bem, Wilder, mesmo sem ter grandes atributos técnicos, preenche melhor os espaços que o outro atacante, Centurión, muito apagado e sem conseguir acertar nenhuma jogada. O argentino, com esse futebol, vai perder espaço quando o São Paulo estiver com o elenco inteiro – ou, ao menos, com mais atacantes.

Se os problemas levaram Rogério a ser titular e se destacar, quem fez o segundo jogo seguido por necessidade e foi muito bem foi o jovem zagueiro Lyanco, de 18 anos. Atuando ao lado de Edson Silva, foi bem no jogo contra o Joinville, no meio da semana, e novamente contra o Internacional neste sábado. Se o time precisava de uma opção para a zaga, ganhou com o jogador, contratado junto ao Botafogo.

Com os 12 desfalques, o São Paulo conseguiu ter uma atuação excelente. O mérito é de Juan Carlos Osorio, que vem montando o time mesmo com os desfalques e as saídas de jogadores. Se há um craque do São Paulo no campeonato e que o clube tem que apostar, é o técnico colombiano, que agora parece conseguir fazer o time voltar a jogar bem, com tantos problemas.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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