Brasil

Ricardo Agostinho, candidato à presidência do Santos, afirma: ‘Defendo a transformação do clube em SAF’

Representante da Chapa 1 nas eleições do Santos, Ricardo Agostinho entende a SAF pode trazer um futuro promissor ao clube

A partir desta segunda-feira (4), a Trivela inicia uma série de entrevistas com os cinco candidatos à presidência do Santos. A eleição para comandar o próximo triênio alvinegro ocorrerá no próximo sábado (9), na Vila Belmiro. O primeiro entrevistado é o publicitário e empresário Ricardo Agostinho, que tem o advogado Ivan Luduvice como vice-presidente, e lidera a Chapa 1 do pleito. As entrevistas com os outros quatro candidatos serão publicadas no site entre terça (5) e sexta-feira (8).

O Santos vive um dos piores momentos da sua história com seguidas brigas contra o rebaixamento. Por que o senhor entende que está pronto para administrar o clube nesse momento?
O Santos atravessa, de fato, um dos momentos mais desafiadores de sua história, e eu compreendo a gravidade da situação. Minha motivação para assumir a presidência baseia-se na paixão inabalável que tenho pelo clube. Ser presidente do Santos não é apenas uma responsabilidade, é um compromisso de amor. Além disso, estou me preparando ativamente para este papel há um ano, lançando minha campanha em agosto, mesmo quando muitos duvidavam do futuro do clube. Acredito que, além do amor, é crucial trazer competência e coragem para guiar o Santos em direção a um futuro mais promissor. Por fim, tenho uma equipe renomada com pessoas como Marcelo Campos Pinto, o Procurador Ivan Luduvice, o Deputado Paulo Martins, o empresário Guilherme Lousada e dezenas de grandes santistas que desejam recolocar este clube no topo.

Quais é a sua principal prioridade como presidente, caso seja eleito?
Minha principal prioridade como presidente será restabelecer o Santos como um clube de destaque, focando em conquistas, revelação de talentos, aumento do quadro de sócios, atração de novos torcedores e promover um crescimento sustentável.

A construção da nova Vila Belmiro é o sonho do torcedor santista. Como o senhor pensa em agilizar o processo para o início das obras?
A aprovação massiva dos sócios para o novo projeto da Vila Belmiro é um sinal claro de que os torcedores estão ansiosos por essa mudança. Executar o projeto será uma das minhas prioridades, embora eu reconheça a importância de esclarecer os detalhes contratuais, especialmente em relação à parceria com a WTorre.

Qual será a postura do Santos no mercado em busca de reforços, caso o senhor seja eleito? O que será feito para que o planejamento visando a temporada 2024 não fique prejudicado em razão da mudança de presidente?
Minha abordagem no mercado de transferências será altiva, priorizando a qualidade em detrimento da quantidade. Já estou em negociações com jogadores do mercado europeu, visando trazer reforços de impacto que fortalecerão a equipe. Quanto à transição de presidente, isso não deve comprometer o planejamento para a temporada 2024. Iniciarei uma reconstrução do zero, enfrentando os desafios de uma situação de terra arrasada no clube. Será necessária uma limpeza profunda no elenco, na estrutura e na mentalidade do clube para estabelecer uma base sólida para o futuro.

Se eleito, o senhor irá manter a atual comissão técnica do elenco profissional ou está decidido a contratar um novo treinador? O coordenador de futebol Alexandre Gallo dará continuidade ao trabalho que vem sendo feito?
A decisão sobre a comissão técnica dependerá da situação imediata, principalmente considerando um jogo decisivo. Posteriormente, avaliarei a continuidade ou mudança, mantendo a estabilidade e o profissionalismo como foco. Sobre o coordenador de futebol, Alexandre Gallo, aprecio sua contribuição e buscarei integrá-lo em uma possível reestruturação.

A diferença do Santos para os principais rivais de São Paulo em termos de arrecadação com bilheteria é muito grande. O que fazer para melhorar esse cenário?
A construção do novo estádio, aprovada pelos sócios, é uma solução para impulsionar a arrecadação com bilheteria. Além disso, jogos em praças maiores, como o Morumbi, serão estratégicos para aumentar a receita e atrair uma base de torcedores mais ampla.

Qual o futuro do departamento de futebol feminino? O senhor seguirá com Aline Xavier na coordenação do futebol feminino, uma vez que o departamento acumula polêmicas envolvendo até casos de abuso psicológico?
O futebol feminino precisará de uma reinicialização completa, semelhante ao masculino. Estou em tratativas com a Prefeitura de Cubatão para criar um Centro de Treinamento exclusivo para as Sereias da Vila, uma iniciativa pioneira no futebol brasileiro. A segurança e a estrutura adequada serão prioridades, afastando-se de polêmicas anteriores e garantindo um ambiente profissional e respeitoso.

Recentemente o Santos apresentou um projeto para a construção de um novo Centro de Treinamento para os Meninos da Vila em Praia Grande. Qual a sua opinião sobre o assunto?
Até o momento, não tenho uma opinião formada sobre o projeto para os Meninos da Vila em Praia Grande, uma vez que não conheço os detalhes contratuais e o mesmo ainda não foi apresentado ao conselho deliberativo.

Qual a sua avaliação sobre as categorias de base do Santos e o que pretende fazer para melhorá-la? A base das Sereias, por exemplo, sempre foi referência, mas passa por uma fase de poucos investimentos. Cuidar das Sereinhas também será uma prioridade?
Com um investimento de R$ 9 milhões, planejo ampliar as instalações do Centro de Treinamento Rei Pelé na Avenida Waldemar Leão, criando um núcleo de suporte para todas as categorias do clube, fortalecendo o desenvolvimento de jovens talentos. E sim, cuidar das Sereinhas será uma prioridade. O Centro de Treinamento exclusivo para o futebol feminino, bem como investimentos adequados, visam restabelecer a referência que as categorias de base femininas do Santos sempre foram.

O tema SAF divide muitas opiniões entre os torcedores do Santos. Está nos seus planos transformar o clube em SAF?
Ao contrário das opiniões divergentes, defendo a transformação do Santos em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Esse movimento será pautado na austeridade e na valorização da marca Santos. O projeto da Santos World Football, diferenciando-se por cláusulas contratuais que preservam a independência do clube, é a chave para um futuro promissor. A visão inclui a expansão internacional, mas será implementada com cuidado e critério, liderada pela Bridge Sports Capital, que já está comprometida com o sucesso desta iniciativa.

Foto de Bruno Lima

Bruno Lima

Bruno Lima nasceu em Santos (SP) e se formou em Jornalismo na Universidade Católica de Santos (UniSantos) em 2010. Antes de escrever para Trivela, passou por A Tribuna
Botão Voltar ao topo