Brasil

Pressionados por ano ruim do Santos, Meninos da Vila só puderam contribuir com os cofres do clube

Com o Santos longe de boas campanhas, poucos foram os atletas da badalada categoria de base alvinegra com oportunidades em 2023

Apesar de não ter trazido bons resultados dentro de campo, as categorias de base do Santos foram essenciais para manter o clube minimamente equilibrado financeiramente ao longo da temporada. Afinal, as saídas dos atacantes Ângelo, que estava no elenco profissional desde 2020, e Deivid Washington, ambos negociados com o Chelsea, da Inglaterra, permitiram à diretoria honrar a maior parte dos vencimentos do segundo semestre e, já no desespero contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, investir em contratações mais pesadas.

Com o dinheiro da dupla, o Peixe viabilizou as chegadas dos meio-campistas Jean Lucas, Tomás Rincón e dos atacantes Alfredo Morelos e Julio César Furch.

As saídas de Ângelo e Deivid Washington foram sacramentadas por 15 milhões de euros, cada (mais de R$ 150 milhões). Nem todo o montante financeiro entrou nos cofres alvinegros, pois o Santos não detinha 100% dos direitos econômicos dos dois jogadores.

Sem considerar os dois atletas negociados com o clube inglês, o Santos terminou 2023 dando minutagem para outros três garotos formados nas suas famosas categorias de base. Porém, nenhum deles, talvez em razão de toda a pressão vivida no ano, conseguiu ter grande destaque e nada pôde fazer para que o clube fosse bem nas competições disputadas, tampouco para evitar a inédita queda à Série B do Brasileirão.

Quem foram os jogadores que o Santos buscou na base em 2023?

Foram promovidos ao elenco profissional em 2023 o zagueiro Jair, o lateral-esquerdo Kevyson e o atacante Deivid Washington. Eles se juntaram ao meio-campista Miguelito e ao atacante Weslley Patati, que já estavam no elenco principal desde o ano passado.

  • Jair: principal zagueiro das categorias de base do Santos, Jair se recuperou de uma grave lesão no joelho no final da temporada, mas só teve a oportunidade de atuar em duas partidas, contra Goiás e Fortaleza. Foram apenas 45 minutos em campo, mas usados com muita personalidade e demonstração de qualidade. Certamente será peça importante no processo de reformulação do clube.
  • Kevyson: diante de todas as dificuldades físicas apresentadas por Dodô, Kevyson foi a solução tentada pelo técnico Marcelo Fernandes para fortalecer o lado esquerdo santista. Foram 17 jogos no ano, sendo 11 como titular. Apesar de ter atuado como ala e dobrando a marcação na defesa para ajudar Dodô, o jovem não balançou as redes adversárias e não distribuiu assistências.
  • Deivid Washington: com faro de gol apurado, o atacante foi alçado ao elenco profissional após a disputa da Copa São Paulo e fez a sua estreia em abril, em confronto válido pela terceira fase da Copa do Brasil, contra o Botafogo-SP, em Ribeirão Preto. A partir dali, foram 15 jogos e dois gols marcados, sendo um deles que decretou a vitória santista sobre o Vasco, em São Januário, pelo Brasileirão.

Como o Santos pode usar a base em 2024?

Diante de todos os problemas que o Santos terá que superar em 2024 por conta do rebaixamento no Brasileirão, é inevitável que os jovens serão importantes para a construção do elenco que buscará o retorno à elite do futebol nacional. Além de dar mais minutagem para Jair, Kevyson e Miguelito, os responsáveis pelo departamento de futebol terão que observar bem o desempenho do clube na Copa São Paulo para pinçar mais peças. Mas, diferentemente do que o torcedor santista está acostumado, não há, no momento, nenhum raio pronto para estourar já na próxima temporada.

Foto de Bruno Lima

Bruno Lima

Bruno Lima nasceu em Santos (SP) e se formou em Jornalismo na Universidade Católica de Santos (UniSantos) em 2010. Antes de escrever para Trivela, passou por A Tribuna
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