Quais recados o amistoso com a Desportiva Ferroviária dá ao Santos?
Com gols de Neymar, Guilherme e Pituca, Peixe não teve dificuldades para vencer o duelo
Após praticamente um mês, o torcedor do Santos pôde matar a saudade da equipe. Na noite desta quinta-feira (10), o Peixe, sem qualquer dificuldade, venceu a Desportiva Ferroviária, em amistoso disputado em Cariacica, no Espírito Santo, por 3 a 1.
Principal atração da partida, Neymar, jogando em ritmo de treino, correu, balançou as redes convertendo uma cobrança de pênalti, distribuiu passes, fez jogadas de efeito e sofreu, principalmente nos minutos iniciais, com algumas entradas mais duras da marcação capixaba.
Nada, porém, que o camisa 10 do Santos não esteja acostumado e enfrentará na retomada do Campeonato Brasileiro, que acontecerá na próxima quarta-feira (16), diante do Flamengo, na Vila Belmiro.
Além de Neymar, Guilherme e Diego Pituca foram os autores dos outros gols do Peixe. Mariano descontou para a Desportiva Ferroviária.
O gol de @NeymarJr no amistoso! ⚽ pic.twitter.com/HBEbIrmnwo
— Santos FC (@SantosFC) July 11, 2025
Defesa do Santos aprimora ritmo e posicionamento
Explicitamente inferior ao Santos em termos técnicos, a Desportiva Ferroviária esboçou, no começo do primeiro tempo, um ou outro desconforto ao sistema defensivo alvinegro.
Mas tudo muito distante da realidade à qual o Peixe está envolvido. Para se ter uma ideia, na primeira etapa o goleiro Gabriel Brazão sequer precisou trabalhar. Foi apenas um espectador dentro do campo.
Diante de um adversário tecnicamente tão limitado, João Basso e Luan Peres, que formaram a dupla de zaga, fizeram o básico quando exigidos, enquanto Escobar e Souza, laterais direito e esquerdo, respectivamente, puderam se dedicar quase que integralmente à fase ofensiva do jogo.
Defensivamente, o amistoso teve relevância apenas para dar ritmo aos jogadores e ajustar posicionamentos, uma vez que o sistema não foi efetivamente testado.
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Zé Rafael contribui com jogo ofensivo do Santos
No meio-campo, Tomás Rincón e Zé Rafael também pouco (ou nada) fizeram defensivamente.
Zé Rafael, inclusive, aproveitou a oportunidade para se aproximar da área adversária e reafirmar que pode contribuir com a construção de jogadas ao lado de Neymar.
Sem esforço, ataque do Santos produz e marca
Formado por Barreal, Deivid Washington e Guilherme, o ataque do Santos, mesmo sem a necessidade de grande intensidade, criou uma boa quantidade de oportunidades e chegou a marcar outras duas vezes, com Deivid Washington e Escobar.
Os gols, entretanto, foram anulados por impedimento.

No geral, tomando como base o desempenho do time titular, é difícil dizer que a intertemporada foi produtiva para que Cléber Xavier deixasse a equipe com as suas características tamanha a disparidade técnica em campo. As condições do gramado, ainda piores por conta da chuva, inviabilizam ainda mais profundas avaliações do gênero.
Dezenas de substituições e fim de jogo antecipado
Após o intervalo, o treinador do Peixe resolveu fazer observações e mudou todos os jogadores.
Com as trocas, o Santos diminuiu ainda mais o ritmo e viu a Desportiva Ferroviária diminuir por meio de uma bola erguida na área em que Zé Ivaldo, atuando ao lado de Gil, deixou Mariano livre para cabecear.
Vinte minutos depois de promover 11 substituições, Cléber Xavier voltou a mexer no time e promoveu a estreia de Robinho Jr. na equipe profissional.
Vestido com a camisa 7 que um dia foi de seu pai, o Menino da Vila precisou de pouco tempo para, com a sua perna esquerda, dar a assistência que terminou com o gol de Diego Pituca.
O garoto, porém, não pôde mostrar muito, pois, por volta dos 40 minutos, a partida foi encerrada em razão de uma série de invasões de campo por parte de torcedores, que queriam abraçar os jogadores do Santos. Principalmente Neymar.



