Futebol brasileiro

Quinto Ba-Vi em um mês termina empatado, e Vitória é campeão baiano invicto

Se o melhor dos torneios regionais são os clássicos, o torcedor baiano não pode reclamar do último mês. Nesse período, houve cinco confrontos entre Bahia e Vitória, três pelo Campeonato Baiano e dois pela Copa do Nordeste, com espólios divididos entre os dois. O Tricolor de Aço ficou com a vaga na final do Nordestão, e o Leão saiu com o título do estadual, ao empatar por 0 a 0, neste domingo, no Barradão, no Ba-Vi mais tranquilo dessa maratona.

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A igualdade nas duas partidas da decisão – o jogo da Fonte Nova foi 1 a 1 – serviu para o Vitória graças à melhor campanha na primeira fase, com dez vitórias em dez jogos, inclusive no Ba-Vi de 9 de março, o primeiro da sequência. Uma trajetória irretocável que seguiu com um empate e um triunfo diante do Vitória da Conquista, nas semifinais. É o primeiro campeão invicto do Baianão desde 2005, quando o próprio Leão levantou a taça sem ser derrotado.

As 30 mil pessoas que lotaram o Barradão, neste domingo, não viram nenhum gol, mas foi por pouco. Apesar do 0 a 0, os dois lados criaram oportunidades para mexer no placar. A primeira foi do Bahia, aos 8 minutos, com Edgar Junio, que bateu cruzado da entrada da área, com muito perigo. O Vitória respondeu com um chutaço de Paulinho, da intermediária, que Jean espalmou para fora. Na sequência, Bruno Ramires quase abriu o marcador para os donos da casa: o goleirão do Bahia desviou uma cobrança fechada de escanteio, e Ramires pegou o rebote, de primeira, mas mandou por cima do travessão.

David travou o primeiro dos seus três duelos contra Jean – foi derrotado em todos. Aproveitou falha da defesa para sair cara a cara com o goleiro, mas bateu fraco, para fora. Paulinho recebeu cruzamento de Patric, que desviou em Armero, deu o corte em Lucas Fonseca e bateu de esquerda, no canto mais próximo, e acertou o lado de fora da rede. Antes do intervalo, David saiu mais uma vez cara a cara com Jean. Desta vez, tentou driblá-lo e foi desarmado.

No começo do segundo tempo, o acaso quase abriu o placar para o Bahia: Zé Rafael bateu da entrada da área, a bola desviou em Kanu e por pouco não enganou Fernando Miguel. Paulinho mais uma vez exigiu boa defesa de Jean, antes de Deivid desperdiçar mais uma grande oportunidade. Fez bela jogada individual pela esquerda, entrou na área e tentou cruzar para o meio. A defesa desviou. Nos minutos finais, Diego Rosa buscou a consagração, ao dominar na entrada da área, puxar para a perna esquerda e bater colocado no ângulo. Mas o chute saiu fraco, e Fernando Miguel defendeu sem problemas.

Foi o segundo título baiano seguido do Vitória e o 29º de sua história – o Bahia lidera a contagem, com 46. E foi conquistado por um interino, já que Wesley Carvalho assumiu a batata quente às pressas, depois da demissão de Argel Fucks, cujo emprego foi perdido pela eliminação na Copa do Nordeste. Melhora o ambiente do clube, às vésperas do início do Campeonato Brasileiro. O Leão estreia, no próximo domingo, contra o Avaí, fora de casa.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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