Brasil

Pato está de volta à seleção, mas nunca saiu dos planos

Alexandre Pato está de volta à seleção brasileira. O atacante foi chamado de volta à equipe nacional para os amistosos contra Austrália e Portugal, substituindo Fred, que ficará afastado dos gramados pelos próximos três meses. Depois de quase cinco meses longe das convocações, o jogador do Corinthians ganha uma oportunidade de ouro se quiser mesmo estar presente na Copa do Mundo de 2014.

A impressão é a de que Pato nunca esteve longe dos planos de Luiz Felipe Scolari. Sua última apresentação com a camisa amarela foi boa, no empate por 2 a 2 contra o Chile, quando entrou no segundo tempo e deu o passe para Neymar marcar o segundo gol da Seleção. Os gols perdidos pelo Corinthians, especialmente na Libertadores, parecem ter minado suas chances. Em teoria, Pato seria o substituto imediato de Leandro Damião. Porém, a má fase com a camisa alvinegra abriu o caminho para Jô na Copa das Confederações, após a contusão do colorado.

Bastaram algumas bolas na rede e o acaso com Fred para que o corintiano voltasse a figurar na equipe de Felipão – pois, apesar dos gols, seu momento está longe de ser esplendoroso. Apesar do empenho nos jogos com o clube, Pato vem pecado pelo excesso de erros. E não apenas nas finalizações, com vacilos em lances banais. O potencial do atacante, contudo, é inquestionável. E em uma posição ainda aberta na seleção, vale o teste.

Fred é o nome indiscutível para o posto de centroavante, ainda mais depois do que fez na Copa das Confederações. Jô, bem como substituto no torneio, é a opção imediata, mas não intocável. Leandro Damião também não vive o melhor momento, enquanto Diego Costa poderia ser observado um pouco mais de perto por Felipão. Todavia, a chance agora é de Pato. Um pouco de confiança e de vontade podem fazer bem, já que a qualidade técnica e as possibilidades que o corintiano proporciona o deixam bem cotado na disputa pela sombra de Fred.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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