Brasil

Não deu muito bem para entender como, mas Palmeiras bate o Botafogo e segue na cola do Fla

Com vitória por 1 a 0, Verdão se mantém como segundo melhor aproveitamento do Campeonato Brasileiro

Ganhar jogando bem é muito bom. Mas, o que importa mesmo, é ganhar. E esse é o pensamento do palmeirense na noite deste domingo (17), após a vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo, no Rio de Janeiro.

O time misto de Abel Ferreira fez um primeiro tempo ruim e um segundo quase nada melhor. Mas, com um gol na base da transição, no último minuto do 1º tempo, Felipe Ânderson manteve o Alviverde com o melhor aproveitamento do Campeonato Brasileiro depois da Copa do Mundo de Clubes.

Com uma série de substituições inexplicáveis, o Palmeiras flertou com o empate a partir dos 22 da segunda etapa. Recuado, o Alviverde atraiu o Botafogo para seu campo e viu a bola rondar sua área inúmeras vezes. Mas, além de muita luta, contou com o nervosismo do time da casa para garantir os três pontos.

Dominado, mas à frente no placar

Para começar o jogo, Abel manteve a estrutura tática que goleou o Universitario (4 a 0) na quarta-feira, pela Copa Libertadores, com Vitor Roque e Flaco juntos em campo. No Engenhão, porém, o time não teve a mesma desenvoltura de Lima.

O Botafogo misto dominou o primeiro tempo. Weverton fez defesas importantes e o ataque pouco chegou. Foram 11 finalizações do Glorioso contra apenas quatro do Verdão. A diferença foi o fato de a única bola certa do Palmeiras ter balançado a rede de John.

Com um tapa perto da linha lateral, pouco depois do meio-campo, Vitor Roque colocou Felipe no mano a mano com Barboza. Ele ganhou na velocidade e bateu na saída de John para estufar a rede, aos 45 minutos.

Davide Ancellotti cumprimenta Abel Ferreira antes do jogo (Foto: Gazeta Press)
Palmeiras comemora gol de Felipe Ânderson no Nilton Santos sobre o Botafogo Photo Premium/Photo Premium

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Palmeiras volta melhor, mas decide piorar

Na segunda etapa, o Palmeiras começou melhor. E, não fosse John, teria ampliado com um belo chute de Vitor Roque, que vinha sendo o melhor em campo do lado palmeirense.

Contudo, na metade do segundo tempo, Abel começou a mexer. De uma vez, tirou Flaco e Roque para colocar Maurício e Luighi. De dois centroavantes, o Palmeiras foi para zero. Mais tarde, tiraria ainda Felipe Ânderson para colocar Allan.

Não deu para entender o que o português queria. Mas o fato é que o Palmeiras conseguiu segurar o resultado e se manteve como segundo melhor aproveitamento do campeonato, conquistando uma confiança perdida — ainda que por linhas inexplicáveis.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata LimaSetorista

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.

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