Libertadores

O que explica o desempenho do Palmeiras? Abel achou o time ideal de novo?

Verdão atropleou o Universitário fora de casa

Que o nível técnico do Universitario está muito abaixo do palmeirense, todos sabiam. Ainda assim, o 4 a 0, com direito a 3 a 0 no primeiro tempo, em Lima, no Peru, não deixa de ser surpreendente. Principalmente levando-se em conta o desempenho ofensivo recente do time de Abel Ferreira.

Adversário à parte, é preciso exaltar que a terceira formação tática diferente depois da Copa do Mundo de Clubes mostrou uma movimentação muito interessante.

Pela primeira vez na temporada, certamente inspirado pelo 2º tempo contra o Ceará (2 a 1), no último fim de semana, o Alviverde teve Flaco López e Vitor Roque atuando juntos desde o início. E não poderia ter dado mais certo.

Com 3 minutos, Roque sofreu pênalti após tabelinha e enfiada de Flaco. Com 7, Gustavo Gómez cobrou e fez 1 a 0. Cinco minutos depois, foi Roque quem serviu Flaco para o 2 a 0. Com 30, Roque invadiu a área pela esquerda e fuzilou de esquerda para fazer o terceiro.

Na segunda etapa, o Palmeiras, mesmo administrando o resultado, poderia ter feito uma goleada histórica, tamanhas eram a facilidade e a qualidade do jogo do Verdão. Flaco, em rebote de chute de Piquerez na trave, ainda faria 4 a 0, aos 30.

Como o Palmeiras se organizou?

Abel montou um ataque com quatro homens. Que, com a exceção de Vitor Roque, jogaram ao mesmo como atacantes e meias:

  • Maurício, pela direita, ocupou o corredor externo.
  • Flaco, como um meia, desceu pelo corredor interno do lado direito, centralizou e entrou na área.
  • Vitor Roque, ocupando a área, também vinha pela esquerda.
  • E Sosa atuou mais aberto pela esquerda.

Também vale apontar que os dois laterais, em especial Piquerez, apoiaram muito e bem.

Mapa de Calor do ataque do Palmeiras
Mapa de Calor do ataque do Palmeiras (Foto: Reporodução Sofascore)

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Palmeiras foi um time híbrido

O quarteto de frente ocupou o campo defensivo do Universitario com um volume de jogo dominante. E foi com base em aproximações e tabelas que o time começou a matar o adversário. Mas não apenas.

Depois do 2 a 0 aberto, o Palmeiras, sem deixar de apertar a saída de jogo do time peruano, teve ainda a chance de jogar em profundidade, explorando as costas da última linha.

Ou seja, o Palmeiras ganhou o jogo com extrema competência porque foi híbrido: soube misturar o futebol de aproximação e criatividade que tenta implantar com aquilo que faz de melhor, que é jogar em transição.

Com o resultado, dá para afirmar sem muito receio que o Palmeiras está com a vaga nas quartas de final da Libertadores. No jogo de volta, no dia 21, o Palmeiras pode perder por até três gols de diferença para se classificar.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata LimaSetorista

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.

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