Palmeiras: Os bastidores da redução dos preços de ingressos
Clube alviverde atraiu bom público após ajuste em precificação
Palmeiras x Grêmio do próximo sábado (26) terá valor reduzido nos preços dos ingressos. Em valores cheios, os preços vão de R$ 50 (Geral Norte) a R$ 200, na Central Oeste.
O mesmo já havia acontecido em Palmeiras x Mirassol (1 a 1) e Palmeiras x Atlético-MG (3 a 2). Contra a equipe do interior paulista, a variação foi de R$ 40 a R$ 120. Contra o time mineiro, também de R$ 50 a R$ 200.
Para efeito de comparação, contra o Flamengo no Brasileirão (1 a 0), na estreia da Geral Norte, os preços ficaram entre R$ 50 e assustadores R$ 280.
A Trivela apurou que as reduções nos valores das entradas devem seguir acontecendo, mas não de modo sistemático. O viés de baixa vai continuar, mas sempre estudado jogo a jogo.
Arquibancadas responderam positivamente
Embora controlada, a redução de preços surpreende. Até porque, em 9 de maio, no dia em que o troféu da Copa do Mundo de clubes esteve na sede social do Palmeiras, a presidente Leila Pereira afirmou que não haveria mudança na política de preços.
Literalmente, a política realmente não se alterou. Os valores cheios para quem não é sócio-torcedor seguem altos dentro da realidade media da população. Mas caíram. E as arquibancadas responderam positivamente.
Contra o Mirassol, em um jogo disputado ainda na ressaca da eliminação no Mundial, 38.896 torcedores estiveram no Allianz. Contra o Galo, foram 34.970. Neste segundo jogo, parte dos setores do lado norte estiveram impedidos, devido à colocação de um palco na frente de tal setor — o que pressupõe que a casa estaria cheia.
Como o Palmeiras trata nos bastidores a reposição de Richard Ríos https://t.co/GFCVMHbf50 via @trivela
— Diego Iwata Lima (@DiegoMarada) July 21, 2025
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Decisão partiu da presidência
A decisão de redução no valor dos ingressos foi tomada diretamente pela presidente Leila Pereira. A reportagem apurou que a dirigente se incomodou com a falta de público e de um apoio mais contundente em algumas partidas da equipe no seu estádio neste ano.
Leila também se impressionou muito com o que viu no Mundial de Clubes, nos EUA, durante o mês de junho. E quer replicar aquela atmosfera impressionante no Allianz Parque.
Mas é evidente que parte da decisão vem de um cálculo financeiro. Não existe cadeira mais cara em um estádio do que a vazia. Ainda mais para um clube que se beneficia proporcionalmente de receitas adicionais em dias de partidas, tais como consumo em lojas e restaurantes.
Contra o Bolívar na Copa Libertadores deste ano, por exemplo, a Geral Norte custou R$ 80. A Central Oeste, absurdos R$ 420. O resultado foi público e renda baixos para os padrões do clube e da competição: 28.831 pagantes e R$ 2.358.169,80. Interlocutores da presidente, ouvidos pela Trivela, afirmam que a diretoria concluiu ter se equivocado na época.
Já contra o Mirassol, com ingressos custando a metade, o clube arrecadou R$ 2.115.948,15 e levou quasse 39 mil pessoas ao jogo. Uma diferença negativa de arrecadação muito baixa para uma expressiva presença maior de torcedores em um jogo que não está entre os mais atrativos da tabela.



