Palmeiras tem tendência de escalação para final do Paulista. O que pode mudar?
Abel tem uma ideia clara sobre como Palmeiras deve jogar a final no Allianz Parque
A comissão técnica do Palmeiras está convicta sobre qual caminho seguir para a segunda partida da final do Campeonato Paulista. A Trivela conversou com fontes de dentro do clube, e todas apontaram na mesma direção.
Contra o Santos, domingo (7), no Allianz Parque, os mais de 40 mil torcedores que estiverem no estádio devem mesmo ver o mesmo time que perdeu por 1 a 0 na Vila Belmiro, no domingo passado (31), começar o jogo.
Foi justamente por isso que nenhum dos que iniciaram o jogo na Vila foi titular na estreia do time na Copa Libertadores, na quarta-feira (3).
Dos atletas com mais prestígio, apenas Gustavo Gómez e Richard Ríos começaram em campo contra o San Lorenzo, em Buenos Aires. Os dois, aliás, são os únicos que poderiam, a esta altura, reverter a ideia inicial dos portugueses e conseguir um lugar entre os titulares na decisão do Estadual.
Falta de ritmo
O capitão está de volta depois de um mês e meio. Gómez fraturou o pé direito no empate contra o Corinthians, na Arena Barueri, em 18 de fevereiro. Mas, como ficou claro no Nuevo Gasometro, ainda carece de um pouco mais de ritmo para encarar a titularidade em uma decisão de campeonato.
A entrada de Ríos no decorrer do jogo é uma certeza, mas Abel dificilmente deixará Zé Rafael fora da equipe para o colombiano jogar — muito embora Ríos tenha melhorado muito o Palmeiras quando entrou na Vila Belmiro.
Já Aníbal Moreno, único atleta do clube a entrar em todas as 16 partidas da equipe na temporada, tem vaga assegurada, e faz uma apresentação melhor que a de Zé na Baixada Santista.
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Os dois laterais
Uma das principais razões de críticas da torcida, a dupla de laterais-direitos Marcos Rocha e Mayke também está praticamente garantida. Curiosamente, nenhum dos dois será lateral no jogo.
Rocha vai ocupar o lado direito do miolo da zaga, com Luan centralizado, ao seu lado, e Murilo mais para a esquerda. Já Mayke e Piquerez serão alas, atuando pelo lado do campo, mais espetados à frente.
A criação e o ataque não mudam
Raphael Veiga, Flaco López e Endrick só não jogam em caso de problemas físicos. Vale lembrar que Endrick retornou da seleção brasileira com dores na coxa direita, que vem combatendo intensivamente desde o domingo.
Já Flaco, que vive grande fase, entrou no segundo tempo do confronto com o San Lorenzo e deixou Rony na cara do gol após um passe de letra. O camisa 10 foi desarmado sutilmente no último segundo antes do arremate.
Mas o que daria para fazer?
Existem algumas opções de mexidas no Palmeiras. E praticamente todas passam pela saída de um dos laterais-direitos — com e sem o desmonte do esquema com três zagueiros.
Além de sacar um dos zagueiros e colocar Ríos, Abel poderia pensar o time com três volantes, como já fez em algumas oportunidades, como diante do Corinthians.
Vanderlan, bem na Vila e na Argentina, poderia desbancar Rocha, também, e dobrar com Piquerez pelo lado esquerdo. O balanço defensivo ficaria igual, mas com lado invertido.
Uma mudança possível e também velha conhecida do Palmeiras seria um time com três atacantes de ofício. Rony poderia entrar pela esquerda do ataque ou mesmo como centroavante, em um revezamento com Flaco fora e dentro dá área.
Lázaro ou Breno Lopes também poderiam começar o jogo pela esquerda, com Flaco mais ao centro e Endrick carregando a bola desde a direita.



