Brasil

Por que Ríos mudou o jogo na Vila e o que isso significa para o Palmeiras na final do Paulista

O volante colombiano do Palmeiras mudou a partida e pode pintar como opção para jogo da volta no Allianz Parque

Richard Ríos entrou em campo aos 20 minutos do 2º tempo da 1ª final contra o Santos, domingo (31), na Vila Belmiro. Não conseguiu mudar o placar, que terminou mesmo 1 a 0 para o Santos. Mas melhorou muito o Palmeiras.

Estar mais “fresco” que Zé Rafael, conforme Abel Ferreira se refere aos jogadores menos cansados, não foi a única razão para Ríos ter feito uma boa atuação e auxiliado o Palmeiras a jogar melhor.

De acordo com os dados e o mapa de calor dos jogadores no portal de estatísticas SofaScore, fica claro que Ríos ocupou um espaço no lado esquerdo do ataque que Zé não conseguiu. E que, por suas características, o colombiano se virou para encontrar os espaços que o titular não estava encontrando.

Esquerda e centro, mas no ataque

Como Abel explicou na coletiva após a vitória sobre o Novorizontino, na semifinal, Zé tinha o papel de estar na esquerda do ataque quando a bola estivesse por ali. E no centro, quando a bola estivesse na direita – Aníbal Moreno é quem deveria cair para a direita, então.

Percebe-se pelo mapa, no entanto, que Zé passou a maior parte do jogo no campo defensivo do Palmeiras. O lado do campo estava certo, mas a altura do gramado, não. Zé foi pouco produtivo na frente.

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Um time de outro lado, mas…

É claro que o Palmeiras não jogou sozinho. E que parte do aprisionamento de Zé Rafael na defesa verde tem a ver com o modo como o Santos buscou anulá-lo e como Carille ocupou o campo do Palmeiras.

Mas os números mostram que Ríos usou recursos que o camisa 8 deixou de lado. Ríos, por exemplo, tentou cinco dribles na partida, tendo acertado todos. Já Zé Rafael tentou apenas um, que também acertou.

 

É evidente que o momento da partida era outro, e que o Santos esteve mais recolhido no último quarto do jogo, quando Ríos jogou. Mas ele também sobressaiu nos números defensivos.

O colombiano ganhou os seis duelos pelo chão e a única disputa aérea de que participou. Zé Rafael disputou sete bolas pelo chão, e perdeu quatro. Pelo alto, ganhou um e perdeu outro duelo.

E na partida de volta?

A julgar pelo prestígio de Zé Rafael com a comissão técnica, é difícil imaginar que Ríos vá lhe roubar a titularidade. Mas isso não significa que o colombiano não pode ser uma surpresa no segundo jogo da decisão do Estadual.

Abel gosta muito de usar Marcos Rocha pela direita da zaga. Mas sabe que também pode formar a linha defensiva de cinco atletas com Aníbal ou até mesmo com o próprio Ríos. E que Piquerez pode baixar para fazer a saída de jogo em tripé.

O jogo de quarta-feira (3), contra o San Lorenzo, pela Copa Libertadores, também influenciará uma decisão do português para o domingo (7), bem como os índices de desgaste aferidos pelo Núcleo de Saúde e Performance do clube.

Mas futebol por futebol, Richard Ríos saiu da Vila Belmiro em alta, como um dos poucos a se salvarem de uma atuação palmeirense abaixo da crítica.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata LimaSetorista

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.

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