Economia e sorte: Por que o Palmeiras se deu tão bem na contratação de Andreas Pereira
Alviverde fez uma economia grande para trazer o jogador do Fulham
Andreas Pereira e o Palmeiras têm as bases contratuais acertadas. A ponto de só uma reviravolta tirá-lo do clube alviverde.
O Palmeiras vai desembolsar 10 milhões de euros — cerca de R$ 63 milhões — para assinar com o jogador três anos e meio, tirando-o do Fulham e da Premier League.
Andreas chega ao clube para solucionar dois problemas. Vem para ser o substituto de Richard Ríos, negociado com o Benfica. E, ao mesmo tempo, passa a ser alternativa para o meio-campo criativo. Em outras palavras, Andreas pode jogar como “8” e como “10”.
Hoje, o Palmeiras tem apenas Maurício como 10. Um jogador que tem como característica o jogo acelerado e cai perfeitamente em uma esquema de transição.
Veiga, que hoje é o reserva, com dores no púbis, não é uma opção confiável — além de também ser um jogador mais habituado a um jogo mais rápido.
Andreas é um jogador de pisar na bola e pensar o jogo. É um meia de condução de bola, mas que tem como característica o jogo associativo. Ao contrário de Ríos, que, driblador, infiltrava e criava mais para si do que para os colegas.
Palmeiras teve sorte e paciência no negócio
Ao fechar com o Fulham por 10 milhões de euros, o Palmeiras economizou pouco menos metade do que projetou gastar em fevereiro, quando iniciou as primeiras tratativas com o jogador. Na época, as cifras giravam em torno de 18 milhões de euros.
Na ocasião, o clube inglês queria permanecer com Andreas. Já o meia, imaginando que teria um lugar de destaque na Premier League, também optou por não seguir as conversas.
Palmeiras detectou mudança no grupo, que espera ver refletida no Dérbi https://t.co/qQlijkpp1S via @trivela
— Diego Iwata Lima (@DiegoMarada) August 26, 2025
Mas o tempo passou, e Andreas não conquistou o espaço que imaginava. Com a aproximação do fim de seu contrato, em junho do próximo ano, o jogador já poderia assinar um pré-contrato para sair sem custos de transferência ao seu futuro clube a partir de janeiro.
Imaginando que ele será o substituto de Richard Ríos, função que é hoje de Lucas Evangelista, Andreas só “desfalcou” o Palmeiras em dez partidas — em que pese duas deles terem sido as partidas das oitavas de final da Copa do Brasil.
Andreas não estava no radar palmeirense para esta janela. O alvo principal para a 10 era o paraguaio Julio Enciso. Já para vestir a 8, a diretoria tinha o mexicano Marcel Ruíz como objetivo preferido.
Na Inglaterra com um representante para negociar a contratação de Enciso, o Palmeiras foi procurado pelo staff de Giuliano Bertolucci, que administra a carreira do atleta. E, a partir desse contato, a negociação tomou forma.



