Os 51 anos do golpe militar: como a Ditadura se apropriou do futebol brasileiro

A história serve não apenas para nos lembrarmos do que aconteceu no passado. Também para que aprendamos com ele. E em um momento de tanta dicotomia política e opiniões extremas, vale relembrar o que aconteceu há 51 anos, durante a Ditadura Militar. Para que a falta de liberdade, as perseguições, torturas, assassinatos e outras atrocidades não se repitam. Ou mesmo para que outras questões não passem despercebidas: a corrupção (que, diga-se, não é exclusividade de período histórico ou de partidos) e o aumento da dívida externa. Âmbito político que também se refletia, e muito, o que acontecia no futebol brasileiro.
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A influência do regime militar sobre o esporte vai muito além da Seleção. Enquanto a equipe nacional serviu de termômetro para as mudanças de humor que aconteciam em Brasília, os clubes se tornaram mais um mecanismo nas mãos do governo. A ponto de também ser usado no Plano de Integração Nacional, por mais que muitos dos atrasos vividos atualmente pelo futebol brasileiro possam ser explicados justamente por alguns desmandos do período. Isso sem falar na própria postura negligente da maioria das equipes em relação ao que acontecia no centro do poder.
Nesta terça, o golpe militar completa 51 anos. Aproveitamos para relembrar o especial que fizemos em 2014, sobre as cinco décadas da data. Textos sobre os clubes e a Seleção, assim como os personagens que usaram o futebol de trampolim para lutar pelo restabelecimento da democracia no país. Além disso, também a nossa parceria com os amigos do Impedimento, em que contamos 50 histórias em que ditadura e futebol estiveram lado a lado.



