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Muitos gols e emoções: jogaço entre Palmeiras e Corinthians mostra o lado bom do Brasileirão

Clássicos costumam ter um fator emocional intenso, que pode tornar os jogos épicos sem nem precisar que tecnicamente seja brilhante. Quando um jogo recheado de rivalidade ainda é cheio de gols, belos lances, boas defesas, emoções e sem nenhuma interferência da arbitragem – um problema que tem sido constante neste Brasileirão -, o resultado é um jogo para empolgar as arquibancadas e todos os torcedores assistindo pela TV. Sem o problema da arbitragem, o clássico entre Palmeiras e Corinthians mostrou algo que também tem sido constante neste campeonato: grandes jogos. Um jogaço é a melhor descrição para este 3 a 3 entre os dois rivais no Allianz Parque.

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Um 3 a 3 costuma ser emocionante só pelos gols, mas foi além disso. O jogo foi realmente empolgante, com cinco dos seis gols do jogo saindo já no primeiro tempo. O jogo foi bastante aberto dede o começo. Tanto Palmeiras quanto Corinthians tentaram ataques rápidos, intensos e criaram chances. O Corinthians teve uma boa chance logo no começo, mas desperdiçou. Logo depois, o Palmeiras abriu o placar em um cruzamento de Lucas desviado em Guilherme Arana. O lateral corintiano empatou o jogo minutos depois, em uma tabela com Malcom.

Os gols continuaram saindo. Aos 26 minutos, Lucas cruzou do lado direito para a área e Robinho cabeceou para o gol, vencendo Cássio. Só que o Corinthians arrancou novamente o empate aos 38 minutos, em outro gol contra, desta vez do volante Amaral. Antes do intervalo, aos 42 minutos, veio o terceiro gol palmeirense. Dudu chutou de longe, Cássio defendeu e mandou para escanteio. Na cobrança, Alecsandro tocou de cabeça e a bola sobrou livre para Dudu completar de cabeça e colocar 3 a 2 no placar.

No segundo tempo, os dois times diminuíram o ritmo, mas o Palmeiras parecia mais ávido por gols. Mas o Corinthians não desistiu do jogo, muito pelo contrário. Adiantou a marcação, tentou sufocar a saída de bola do Palmeiras. Individualmente, porém, o Corinthians não fez um grande jogo. E para o estilo de jogo do time comandado por Tite, é preciso uma atuação um pouco melhor individualmente para aproveitar os espaços dados pelo adversário. Mesmo Renato Augusto, o melhor do time, não conseguiu decidir o jogo quando teve a chance.

O Palmeiras perdeu algumas chances, especialmente com Zé Roberto, em um lance de dentro da área. Era o time da casa quem tomava mais a iniciativa, tentava mais o gol, mas não por dominância, muito mais por estilo. O Corinthians dividiu a posse de bola (50,1% para o Palmeiras, 49,9% para o Corinthians) e tentou chegar também, mas tem jogadores ofensivamente menos incisivos, que dão mais cadência. O gol de empate veio em uma bola parada, em um cruzamento de Jadson, cabeceio de Felipe em Vagner Love e a bola entrou, o que definiu o placar em 3 a 3, aos 34 minutos.

Mas o jogo não se resume só a quem fez gols. Fernando Prass fez grandes defesas. Uma no primeiro tempo, em um lance frente a frente com Renato Augusto, que o jogador bateu bem na bola, mas o goleiro defendeu bem. No segundo tempo, em uma bola sobrou com Cristian e Prass novamente fechou as portas e não tomou o gol.

Cássio também foi muito bem. Defendeu muito bem um chute perigoso de Dudu, mesmo tomando o gol em um escanteio logo depois. No final do jogo, com o placar já em 3 a 3, o goleiro corintiano defendeu uma cabeçada perigosa de Leandro Almeida, espalmando para escanteio.

Palmeiras e Corinthians mostraram um futebol empolgante. Em um jogo de muitos gols, normalmente se ressalta as falhas defensivas, os erros. Mas é preciso, em um jogo como o deste domingo no Allianz Parque, valorizar o que os dois times fizeram. O Corinthians muitas vezes é acusado de um time defensivo, mas mostrou que consegue atacar, mesmo sem fazer um grande jogo individualmente nos seus jogadores de ataque. O Palmeiras, mesmo abusando da bola aérea, mostrou ser um time incisivo, intenso, que consegue complicar muito as defesas adversárias. Um clássico que deu emoções aos torcedores e quem assistiu. E, no final, é o que mais vale.

Em um Brasileirão que tanto tem se falado de arbitragem nas últimas semanas pelos erros enormes que têm acontecido, um jogo como o deste domingo entre os dois rivais paulistas mostram algo que também tem sido constante: bons jogos. Os erros de arbitragem vinham atrapalhando as coisas boas do campeonato. Esperemos que haja cada vez menos erros e mais jogos como o deste domingo, com futebol empolgante e sem o árbitro interferir no resultado.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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