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Milito lamenta empate do Atlético-MG e aponta erros que não podem se repetir

Estreante do dia, Milito celebrou o primeiro tempo do Atlético, mas lamentou a queda de rendimento na etapa final

O Atlético-MG chegou muito próximo de vencer seu primeiro clássico contra o Cruzeiro na Arena MRV, mas acabou sofrendo um duro empate nos acréscimos e vai em desvantagem para a segunda e decisiva partida da final do Mineiro. Estreante do dia, o técnico Gabriel Milito entende que o empate veio após o golpe que foi o primeiro gol sofrido, somado ao Galo ter se agarrado ao placar, o que não pode ser feito de forma nenhuma. Apesar disso, elogiou o time e os jogadores, que fizeram um grande primeiro tempo.

Quem viu o primeiro tempo do clássico na Arena MRV e desligou a TV, deve ter imaginado que o Atlético venceu com muita facilidade. O Galo dominou a primeira etapa abrindo 2 a 0, tendo condições e chances de fazer mais dois ou três gols. O estilo Milito ficou bem claro em campo, mesmo esse sendo só o primeiro jogo dele e com cinco dias de treinamento.

— Deu para tirar muitas conclusões do jogo, tanto positiva quanto negativa. Eles vão se adaptando pouco a pouco. Treinamos apenas cinco dias. É muito pouco. Mas o primeiro tempo foi único e me deixa tranquilo, pois tivemos qualidade e tranquilidade para jogar — afirmou Milito

É difícil que, com um treinador novo que tenta lhes apresentar coisas novas, eles executem dessa forma (boa) em tão pouco tempo — Gabriel Milito

Mas o futebol não é feito só de 45 minutos. Na etapa final, o Cruzeiro correu atrás do placar e conseguiu o empate sendo melhor. Para Milito, o fator que mudou a partida e levou o Galo a não sair vencedor foi o primeiro gol cruzeirenses, que saiu logo nos minutos inicias e de uma forma nada convencional, com Lemos chutando uma bola que pegou em Jemerson e entrou. Esse baque mexeu com os ânimos dos dois times.

— No primeiro tempo, pressionamos, fizemos o gol, pressionamos, fizemos o segundo, e queríamos continuar assim. Há um momento importante na partida que foi o 2 a 1, principalmente pela forma como aconteceu. A partir daí, nos custou controlar a partida da forma que estávamos fazendo. É algo que precisamos melhorar. Creio que o 2 a 1 lhes deu muito ânimo, e isso mexeu muito com a gente, pois, até esse momento, o rival não tinha gerado nenhuma situação (de gol) — destacou Milito.

De alguma maneira, nos agarramos ao 2 a 1, e nunca podemos nos agarrar a um resultado. É por isso que você acaba empatando. São coisas para revisar, melhorar e aprender. Queremos construir algo bom, e tem muito mais a ver com o que fizemos no primeiro tempo — Gabriel Milito.

Empate com sabor de derrota

Com o primeiro tempo espetacular e o segundo passando longe disso, além do empate sofrido já nos minutos finais, o Atlético acabou deixando o campo com um sabor de derrota, mesmo com a igualdade no placar.

— Sim (saio com o empate com sabor de derrota). Sem dúvidas. É um empate que dói muito. Você sempre tem que estar com a guarda alta, pois, se você abaixa, podem te bater. Sabendo disso, tínhamos a confiança de poder repetir o primeiro tempo, mas não fizemos. Para mim, o 2 a 1 foi o golpe, e, pouco a pouco, com o passar do tempo, perdemos a nossa energia para defender e atacar. Sem dúvidas o empate saiu como uma derrota pela forma como aconteceu. Nos machuca, mas há que seguir — afirmou Milito.

Com o resultado, o Atlético só se sagra campeão Mineiro pela 5ª vez seguida se vencer o Cruzeiro. A Raposa leva a melhor em caso de um novo empate por ter feito uma primeira fase melhor. Eles se enfrentam no próximo domingo (7), no Estádio do Mineirão, às 15h30. No entanto, antes disso, o Galo terá sua estreia na Copa Libertadores, em uma complicada viagem para a Venezuela.

Milito explica a entrada de Edenilson

Um dos jogadores mais criticados pela torcida do Atlético é o meia Edenilson. Mesmo assim, Felipão não tinha receio em colocá-lo, muitas vezes até como titular, e Milito também fez opção pela entrada dele na sua estreia. Questionado a alteração, que coincidentemente (ou não) piorou o time, o técnico argentino pontuou.

— Não estávamos tendo muito a bola, e eles estavam tendo melhor circulação e jogando em nosso campo. Queríamos ter mais energia, basicamente isso. Primeiro neutralizar eles, recuperar a bola e atacá-los — iniciou o treinador

Milito ainda explicou os trios que formou no meio-campo a partir da entrada de Edenilson, e qual era a intenção com eles:

— Por isso coloquei Edenilson, Zaracho e Paulinho, para Hulk descansar jogando só contra o último zagueiro. Quando o zagueiro direito subia, o Paulinho também ia, e acompanhado do Zaracho, com Edenilson aproximando. Se subia o (zagueiro) esquerdo, o Edenilson acompanhado, com Zaracho acompanhando e Paulinho aproximando — disse, que concluiu — Depois, quando vimos que Zaracho estava cansado, decidimos colocar o Alisson para jogar por fora e Edenilson e Paulinho (pelo meio). Ao final, quando o Alan Franco entrou, o mesmo, mas com Paulinho de centroavante. A ideia era defender melhor e poder atacar — concluiu.

Foto de Alecsander Heinrick

Alecsander HeinrickSetorista

Jornalista pela PUC-MG, passou por Esporte News Mundo e Hoje em Dia, antes de chegar a Trivela. Cobriu Copa do Mundo e está na cobertura do Atlético-MG desde 2020.

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