Brasil

Depois de Leila Pereira, John Textor também pede desculpas para Pedrinho

Pedrinho havia rebatido as críticas de John Textor sobre o processo que retirou a 777 Partners da SAF do Vasco

Pelo segundo dia seguido, John Textor, dono da SAF do Botafogo, teve que pedir desculpas para o presidente de outro clube brasileiro. Dessa vez, depois de Leila Pereira, agora o americano se retratou com Pedrinho, presidente do Vasco.

Na tarde desta quinta-feira (18), depois do sorteio das oitavas de final da Copa do Brasil, na sede da CBF, Pedrinho criticou as falas de John Textor sobre o processo que retirou a 777 Partners do comando da SAF do Vasco.

— Com muito respeito ao Textor, ele mexeu em um campo que ele não tem conhecimento. Falou que a 777 não descumpriu nada, descumpriu diversas coisas. Ele não tem acesso ao contrato. Então o juiz que deu a liminar está errado? De fora, as pessoas vão falar coisas que não sabem como falaram diversas vezes, como eu apanhei — afirmou Pedrinho.

— Respeito muito os aspectos que ele abordou na entrevista. E eu não fico chateado com isso, outras pessoas também opinaram de forma equivocada. Brevemente vocês também vão entender mais sobre o caso. Mas meu respeito por ele é grande — completou o presidente do Vasco.

Pouco depois, por meio de uma publicação no Instagram, John Textor pediu desculpas a Pedrinho.

— O presidente Pedrinho está 100% correto. Não conheço os fatos do desastre da 777 e tenho a certeza de que é uma grande luta lidar com a natureza imprevisível do drama em evolução da 777. Os meus comentários foram certamente teóricos e eu estava apenas tentando falar sobre o impacto que esta situação tem nas percepções globais. Aplaudo seus esforços para proteger seu clube e desejo ao Vasco apenas os melhores resultados (a menos que nos enfrentemos, é claro!) — publicou Textor.

O que Textor falou sobre o processo do Vasco?

Em recente entrevista ao GE, John Textor comentou sobre o processo judicial movido pelo clube associativo, presidido por Pedrinho, que retirou a 777 Partners do comando da SAF do Vasco. Assim, a própria Associação passou a controlar a SAF.

O dono da SAF do Botafogo criticou a decisão do juiz e insinuou que a 777 Partners ainda não havia violado alguma cláusula do contrato com o Vasco.

— Conhecendo os investidores por trás da 777, eu penso que o que aconteceu de errado no Brasil pode ser bem ruim para o país. Porque o clube social foi até o tribunal e tomou o controle do clube. Ele pode até estar certo sobre os problemas na 777, mas acho que deveriam ter esperado até a 777 violar alguma cláusula do acordo – disse Textor ao GE.

— O dinheiro por trás da 777 ainda está lá e é muito bem capitalizado. É uma grande empresa de seguros. Se eles escolherem cumprir com o contrato, eles têm todos os recursos financeiros para isso. Logo que começaram a surgir os problemas com a 777 ao redor do mundo, esse grupo assumiu o controle da 777 e eles estão preparados para cumprir as obrigações — completou o americano.

Textor ainda criticou o fato da decisão ter sido dada de forma liminar. Além disso, ressaltou que a A-CAP, empresa que agora controla os ativos da 777 Partners, seria um “legítimo investidor”.

— Tem uma coisa estranha que acontece no Brasil, estranha na perspectiva de um americano, que as pessoas podem ir a um juiz em uma sessão secreta e dizer “Veja, é muito claro o que estamos dizendo”. E as outras partes não são convidadas para se defender, e o juiz toma uma decisão os colocando no comando do clube. Isso é insano. Tem um legítimo investidor multibilionário por trás do Vasco. O cara que deu o dinheiro à 777 e que efetivamente é o proprietário dos ativos agora — finalizou Textor.

Foto de Gabriel Rodrigues

Gabriel RodriguesSetorista

Jornalista formado pela UFF e com passagens, como repórter e editor, pelo LANCE!, Esporte News Mundo e Jogada10. Já trabalhou na cobertura de duas finais de Libertadores in loco. Na Trivela, é setorista do Vasco e do Botafogo.

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