Brasil

Satisfeito com o início no Santos, João Schmidt elogia Diego Pituca e detona uso de gramados sintéticos

De volta ao Brasil após sete temporadas no exterior, João Schmidt afirma que gramados sintéticos atrapalham o jogo

Com apenas quatro jogos disputados pelo Santos, sendo o último deles a vitória sobre o Água Santa, o meio-campista João Schmidt já mostrou ao torcedor alvinegro que será uma peça importante para as disputas do Campeonato Paulista e da Série B do Campeonato Brasileiro. Eficiente na marcação, dono de um bom passe e inteligente para se lançar ao ataque, o jogador de 30 anos ainda está se readaptando ao futebol brasileiro depois de passar sete anos no exterior, sendo um na Itália, um em Portugal e sete no Japão. Mas, mesmo nesse curto período, ele já viu que sentirá saudade dos gramados em que atuava por lá.

Acostumado a atuar em campos com um mesmo padrão de qualidade, João Schmidt fez críticas aos estádios que adotam gramado sintético, como encontrou na derrota por 2 a 1 para o Palmeiras, no Allianz Parque.

– Tem diferença dos gramados do exterior para os do Brasil. No Japão, todos os estádios, independentemente da divisão, seja na primeira ou na segunda, têm gramados muito bons. Por incrível que pareça. Lá não tem sintético igual ao que enfrentamos no jogo com o Palmeiras, só grama natural. Os sintéticos atrapalham muito, todo mundo criticou o do Palmeiras, que realmente não estava bom – disse o canhoto meio-campista.

– Inclusive, acredito que nenhum jogador gosta do sintético, porque atrapalha muito. Tanto física quanto tecnicamente. O jogo fica diferente. Não é bom para o futebol. O futebol brasileiro poderia fazer como nos melhores campeonatos do mundo, que não usam o sintético. Além de atrapalhar, tem a questão da lesão e do rendimento dos atletas. Mas somos pagos para isso e temos que jogar. Eu, particularmente, não gosto – acrescentou.

João Schmidt está satisfeito, mas quer mais

O seu início com a camisa do Santos surpreendeu muitos torcedores. Por ter saído cedo do São Paulo, o jogador era desconhecido da maior parte dos santistas. Ele entende isso, mas avisa que esse começou no Peixe não chega a lhe surpreender.

– Não digo que estou surpreso. Na verdade, me sinto bem. Aqui no Brasil não se vê o Campeonato Japonês e, na minha opinião, foram bons cinco anos por lá. Acredito que tenho feito o meu trabalho bem feito aqui. Me sinto feliz no Santos, satisfeito. Mas ainda é pouco. O ano é longo e tenho que dar o meu melhor em todos os jogos. No Brasil se cobra muito e preciso dar o meu melhor para ajudar o Santos nessa temporada que é muito importante para a história do clube – declarou.

Parceria com Diego Pituca tem ajudado Schmidt

Parte desta satisfação se deve ao rápido entrosamento com Diego Pituca no meio-campo do Santos. Mesmo jogando juntos pela primeira vez, a parceria tem facilitado a adaptação ao clube e ao estilo de jogo do técnico Carille.

– O Pituca é um grande jogador. Já o conhecia aqui da primeira passagem dele pelo Santos e passei a conhecer mais o enfrentando no Japão. Agora estamos tendo a oportunidade de ficar ainda mais próximos. Ele é um grande jogador e estamos nos entrosando. Na verdade, é o começo de todo mundo aqui. Eu, particularmente, não tinha jogado com ninguém do elenco e estamos nos adaptando. Com a sequência das partidas, jogando cada vez mais, vamos nos conhecendo ainda melhor dentro de campo – comentou o meio-campista.

Contratado após o término do seu vínculo com o Kawasaki Frontale, do Japão, Schmidt tem contrato com o Santos até dezembro de 2025.

Foto de Bruno Lima

Bruno Lima

Bruno Lima nasceu em Santos (SP) e se formou em Jornalismo na Universidade Católica de Santos (UniSantos) em 2010. Antes de escrever para Trivela, passou por A Tribuna
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