BrasilBrasileirão Série A

Inter suspirou fundo e encheu os colorados de esperança com um gol mágico

A torcida abraçou o time. Se o Beira-Rio não estava tão abarrotado quanto em alguns outros jogos desta temporada, depois da derrota na última rodada para o Corinthians, os torcedores que estiveram no estádio do inter abraçaram o time com toda a sua força e fé. O mar vermelho empurrava um time que tenta ser exatamente isso, um time. A essa altura, isto é só perfumaria. É preciso levar os três pontos. Nem que seja arrancando na força da loucura.

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O gol de Valdívia só veio aos 30 minutos do segundo tempo, em um solo que não foi planejado, não foi pensado, mas foi pura improvisação. De um contra-ataque, ele saiu com a bola buscando alternativas. Estava na intermediária defensiva, correu com a bola, na esperança de um companheiro o acompanhar. Avançou, driblou, buscou, levantou a cabeça, olhou em busca de uma esperança. Abriu os braços, no desespero que, neste momento, parava o coração de cada colorado que o acompanhava com os olhos tensos. Ele não encontrou ninguém. Foi da direita para o meio, olhou para a esquerda, para a direita e olhou para o gol. Teve a coragem de arriscar um chute difícil. Foi preciso, mas os colorados certamente ajudaram a empurrar a bola para mais longe do goleiro cruzeirense. Bola na rede. Gol e loucura. Lágrimas, choro, grito, vibração. O pulso ainda pulsa.

Um torcedor mais apaixonado diria que ele arrancou aquele chute da alma, acertando o ângulo para não ter defesa, não ter volta, não ter quem pudesse impedir o grito rouco e emocionado de cada torcedor presente.  O que importa é que do banco, Lisca ficou ainda mais doido vibrando. Dali até o apito final, a tensão que o Colorado teve que se acostumar. Uma vitória sofrida, suada, mas o que importa isso? Importa é que o Inter chegou aos três pontos e ganhou um respiro, encheu o peito de esperança.

No próximo domingo, será a hora de mais vibração. E o Inter precisará de um pouco de Beira-Rio no Rio de Janeiro contra o Fluminense. É possível que os colorados que se arriscarão a ir até a capital fluminense levem um pouco dessa aura que se viu no Gigante. O Inter precisará de toda força que puder, seja de onde ela vier.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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