“Ídolo”, filme que conta a história de Nilton Santos, estreia nesta quinta
Quem não gostaria de conhecer o seu maior ídolo no futebol? Thiago Alvim tem esse privilégio, que é retratado no filme “Ídolo”, estreia desta quinta-feira nos cinemas brasileiros. Um filme sobre futebol que trata daquele que é considerado o maior lateral esquerdo de todos os tempos, Nílton Santos, ídolo do Botafogo e da seleção brasileira e lenda do futebol brasileiro.
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O filme de Ricardo Calvet retrata a carreira de Nilton Santos desde o seu início de carreira até o fim da vida. O lançamento do filme nos cinemas, nesta quinta, é um dia antes de completar dois anos da morte de Nilton Santos, no dia 27 de novembro de 2013. Um craque com a bola nos pés, Nilton defendeu o Botafogo entre 1948 e 1964. Jogou quatro Copas do Mundo, incluindo a de 1950, a derrota brasileira para o Uruguai que doeu tanto aos brasileiros como um todo.
Foi com ele em campo também que o Brasil chegou ao primeiro título mundial, em 1958, e ao bi, em 1962. Se tornou um dos maiores de todos os tempos defendendo o Botafogo com muitos sucessos. Foi campeão carioca quatro vezes e do torneio Rio-São Paulo outras duas. Formou um dos maiores times de todos os tempos do Botafogo, no final dos anos 1950 e início dos 1960. Símbolo de uma seleção brasileira que ajudou a mudar a história do país no esporte.
“A ideia de fazer o filme surgiu em 2009, pensando que nos dias de hoje os jogadores da seleção brasileira atuam fora do país, em clubes estrangeiros, o que os distancia dos torcedores brasileiros. Logo pensei em Nilton, um cara que só vestiu três camisas na vida (além do Botafogo e da seleção brasileira, jogou também pela seleção carioca) e que mesmo após 30 anos sem jogar seguia recebendo homenagens da torcida. Liguei para o Calvet, conversamos sobre a ideia e em seguida montamos o projeto”, conta o produtor Ricardo Macedo.
O filme vai desde o início da carreira do jogador, nas categorias de base do Botafogo, com muitos depoimentos. Diversos ex-jogadores deram depoimentos ao filme, como Zagallo, seu companheiro em 1958 e 1962, Zico, Junior, Just Fontaine, Carlos Alberto Torres, Amarildo, Djalma Santos e dos jornalistas Paulo Vinícius Coelho e Luiz Mendes.
“Estava no Botafogo no dia em que o Nilton Santos chegou e o apresentaram ao Carlito Rocha (técnico do time) que perguntou a posição em que ele jogava. O Nilton respondeu: eu jogo em qualquer posição da defesa, mas gosto mais de jogar no meio de campo. O Carlito usava chapéu e nos treinos o Nilton tinha que pular e alcançar com a cabeça o chapéu que ele colocava no ar. Aí surgiu o maior lateral esquerdo de todos os tempos”, conta, em depoimento, Luiz Mendes.
Chamado de Enciclopédia do futebol por seu conhecimento do jogo, Nilton influenciou muitos jogadores que vieram depois dele. Inclusive Junior, um dos grandes jogadores desta posição na história, e que esteve na seleção brasileira na Copa do Mundo de 1982. “As pessoas sempre fizeram a comparação entre mim e ele. E eu sempre disse: se eu for aquele dicionário de bolso já ficarei feliz”, disse Junior, ídolo no Flamengo e seleção brasileira.



