Brasil

Colorado de infância, Hyoran vive o sonho ao ser apresentado pelo Internacional

Internacional apresentou nesta quarta-feira (10) o meia Hyoran, um dos quatro reforços já anunciados para a temporada 2024

Após Robert Renan, nesta quarta-feira (10) foi a vez de Hyoran ser apresentado oficialmente pelo Internacional. O meia de 30 anos, que ficou livre no mercado após deixar o Atlético-MG e assinou contrato até o final de 2025, está realizando um sonho de infância. Isso porque, quando criança, em Chapecó/SC, ele era torcedor colorado.

— Nunca tive oportunidade, quando criança, de vir acompanhar um jogo no estádio aqui, mas tenho na memória, fresca, a Libertadores de 2006, onde saía com meu pai para a gente ir a algum lugar assistir. Era um momento que me marcou muito. Às vezes é difícil até expressar em palavras o sentimento que está dentro, mas é muito gratificante estar aqui hoje, e a alegria que tenho de poder vestir essa camisa pretendo demonstrar dentro de campo — disse Hyoran.

O meia contou que a notícia do acerto com o Inter deixou sua família e seus amigos em polvorosa. Hyoran teve até que contê-los de certa forma, mas ficou contente com a reação.

— Durante essa última semana, que aumentou a conversa e as coisas foram saindo na mídia, os familiares, os amigos de infância, todo mundo [estava] esperando o anúncio. Quando saiu o anúncio, meu irmão falou que ia ter festa, que queriam comprar até foguete. Eu falei: ‘calma, guarda os foguetes para quando a gente conquistar títulos'. Mas eles ficaram eufóricos. Eles conseguiram demonstrar melhor a felicidade do que eu. Eles ficaram de uma forma que para mim foi muito gratificante, ver a alegria deles, ver eu realizando um sonho, estando no time do coração nosso, deixou todos numa alegria extraordinária — revelou.

Hyoran afirma que conquistar um título pelo Internacional seria o ‘ápice' da carreira

Essa relação com o Inter faz com que Hyoran tenha ainda mais gana para buscar títulos. Pelo clube do coração, ele pretende aumentar o currículo que já conta com um Campeonato Catarinense e uma Copa Sul-Americana pela Chapecoense, um Campeonato Brasileiro pelo Palmeiras, e três Campeonatos Mineiros, um Campeonato Brasileiro e uma Copa do Brasil pelo Atlético-MG.

— Em todos clubes que eu passei, meu objetivo era marcar a história, deixar o nome no clube, conquistar títulos. Falando-se do Inter, para mim, fazer isso seria como o ápice da minha carreira. Alcançar um título no time do meu coração, que quando criança eu assistia aos jogos, vivia como torcedor. Hoje poder estar dentro de campo, um dia levantar uma taça, comemorar, trazer essa alegria de dentro para fora, acho que vai ser o ápice para mim. Vim com esse objetivo mesmo, vim com esse sonho. Eu alcançei o sonho de criança, agora tenho esse sonho — afirmou.

Hyoran fala sobre reencontro e adaptação ao modelo de jogo de Coudet

No Inter, Hyoran vestirá a camisa 7, e reencontrará Eduardo Coudet. O treinador o comandou no Atlético-MG, no primeiro semestre de 2023, e teve participação fundamental para sua vinda ao Inter. O meia entende que o estilo de jogo argentino favorece suas características.

— É um jogo onde se propõe muito. A gente busca sempre estar com a bola, [é um jogo] de muita movimentação, de muita entrega. E quando acontece isso, que o time consegue ter posse de bola, consegue propor o jogo, é quando eu consigo me adaptar melhor do que uma forma de jogar muito reativa — avaliou.

Muitos entendem que Hyoran chega para ser uma alternativa a Alan Patrick. Mas o novo meia colorado deixou claro que, no Atlético-MG de Coudet, jogou nas três funções da linha de meias, e não mais adiantado como o camisa 10 colorado atuou em 2023.

— Eu tive a felicidade de me adaptar bem, então qualquer função que ele achar que seja a melhor a função para cada jogo, vou estar preparado para fazer. […] Se ele pretende me utilizar quando o Alan Patrick não estiver, vou estar à disposição. Lá no Atlético-MG ele me utilizou nas três posições de meio de campo. Ele jogava com dois atacantes de área mesmo. Aqui ele optou por jogar com um atacante, o Alan Patrick de segundo atacante. Mas ele também sabe que se precisar eu posso fazer essa função. Eu vim para agregar. Aonde ele precisar, vou me dedicar ao máximo — garantiu.

Foto de Nícolas Wagner

Nícolas Wagner

Gaúcho e formado em Jornalismo pela PUC-RS, já passou pela Rádio Grenal e pela RDC TV. É, também, coordenador de conteúdo da Rádio Índio Capilé.
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