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History estreia série nacional sobre árbitros, sua paixão por futebol, pressão e corrupção

Ser árbitro é uma profissão para lá de difícil. Pense bem: se o cara quer ser árbitro, é porque ele gosta de futebol. Provavelmente ele tem um time de futebol de criança e tem que esquecer tudo isso quando vai a campo exercer a sua profissão, que é crucial para a paixão de milhões de pessoas (ou, ao menos, algumas dezenas que estão ali vendo o jogo, ainda que de várzea). É este o mote de “Um contra todos”, série que, conforme o canal diz, fala sobre o personagem do futebol que não tem mãe e não pode errar.

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A produção original do History é recheada de entrevistas com personalidades do futebol, sejam ex-jogadores, ex-árbitros ou jornalistas, como Serginho Chulapa, Dadá Maravilha, Juca Kfouri, José Roberto Wright, Edílson Pereira de Carvalho, Mauro Beting e Paulo Vinícius Coelho. O diretor da série, Matheus Mombelli, contou que a equipe passou por alguns apuros na gravação. “O diretor de fotografia é fanático torcedor do Internacional e teve de gravar no meio da torcida do Grêmio justamente num Gre-Nal. Ele se empolgou e gritou quando seu time fez um gol. Em outra ocasião, não pudemos gravar em um campo numa favela do Rio porque traficantes estavam em guerra. Além disso, a produtora teve um cartão de crédito clonado ao comprar hot-dogs e refrigerantes pra equipe, em algum estádio pelo Brasil”, contou.

Serão cinco episódios, segundo o site do canal, com dois episódios neste dia de estreia, dia 29 de fevereiro, outros dois no dia 7 de março e, por fim, o último no dia 14. O primeiro episódio, “Quero ser juiz”, mostra como alguém decide ser árbitro de futebol, logo o mais odiado por todas as torcidas. A série irá acompanhar o desejo de Salomão Claro, de apenas 16 anos, e seu desejo de ser um apitador – nesta idade, em geral os apaixonados por futebol sonham em brilhar é com a bola nos pés, não com o apito nas mãos.

O segundo episódio, que também será mostrado nesta segunda, é “Paixão pelo futebol” e mostra que o árbitro também é gente. Ou seja: ele também tem time, como todo apaixonado pelo esporte mais popular do mundo. No dia 7 de março, irão ao ar os episódios “O Erro” e “O Poder”, que falam justamente de dois lados de ser um juiz de futebol: como um erro pode acabar com a carreira de um juiz, enquanto o comando do jogo pode dar uma sensação de poder enorme ao homem do apito. Por fim, no dia 14 de março, como não poderia deixar de ser, a série vai retratar um pouco de um universo triste, o da pressão e corrupção dos árbitros.

No comunicado à imprensa, a diretora de Conteúdo Original do History, Krishna Mahon, afirmou que a ideia da série partiu da produtora, Zeppelin Filmes, e ganhou o canal “pela pela identificação com nosso público, pela paixão que o brasileiro tem pelo futebol e, principalmente, por sair do lugar comum. É um universo curioso, por todos os sentimentos que os juízes provocam nas torcidas. Com tantas reações de amor e ódio, e até ameaças de morte”. Mahon ainda diz que sempre teve curiosidade de saber como alguém, em sã consciência, pode querer ser juiz de futebol. Um dos objetivos da série é mostrar isso.

A série será exibidas sempre às segundas, começando neste dia 29 de fevereiro (veja só: um dia de um ano bissexto), às 22h55. Segundo o History, é uma mistura de documentário com reality show, o que é um pouco difícil de imaginar, mas não deixa de despertar curiosidade. Seja como for, apro

Quando: 29/02, 07/03 e 14/03, sempre às 22h55

Ficha Técnica:

Ideia Original & Direção: Matheus Mombelli
Direção Geral: Giego de Godoy
Produção Executiva: Ricardo Baptista da SIlva
Direção de Produção: Alice Castiel
Roteiro: Matheus Mombelli, Diego de Godoy e Paulo Padilha
Direção de Fotografia: Pablo Rosa
Mixagem e Sonorização: Kiko Ferraz Studio
Animação: Kaffe
Música de Abertura: “Juiz”, por Aquaplay

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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