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O gramado alto só não castigou mais o Atlético-MG do que a bola aérea na estreia com derrota no Mineiro

Em um péssimo gramado, o Atlético voltou a sofrer com seu pior pesadelo de 2023, a bola aérea, estreando no Mineiro com derrota contra o Patrocinense

Atual tetracampeão do Campeonato Mineiro, o Atlético-MG estreou na competição em 2024 com derrota para o Patrocinense por 2 a 1, de virada. O Galo encarou, além do adversário, um péssimo gramado, muito alto, que dificultou o jogo do time. Mas o pior adversário foi mesmo um que castigou muito o time em 2023: a bola aérea.

O Atlético, que não contou com Hulk por um problema estomacal, saiu na frente com um golaço de Lemos de falta, mas levou a virada após dois cruzamentos em que os atacantes do Patrocinense apareceram sozinhos na área para completar para o gol. Em 2023, segundo levantamento da Trivela, o Galo sofreu 23 gols em jogadas de bolas alçadas na área. Agora e, 2024, já são dois para a conta, que resultaram na estreia com derrota.

O Atlético volta a campo no domingo (28), onde faz sua estreia em casa, na Arena MRV, contra o Democrata-GV. A bola rola às 16h. No fim de semana seguinte, o Galo já terá o clássico contra o Cruzeiro, também em seus domínios.

Um alto gramado em Patrocínio que dificultou o jogo

Antes da bola rolar, o Atlético fez uma reclamação formal para a Federação Mineira de Futebol sobre o estado do gramado no Estádio Pedro Alves do Nascimento. O campo está com a grama visivelmente muito alta, com as chuteiras dos jogadores chegando a “sumir” em algumas partes.

Segundo a assessoria do clube, o Atlético solicitou que a grama fosse cortada antes da partida, mas a diretoria do Patrocinense se negou a fazer isso. A denúncia então foi levada para a FMF, que é responsável (junto com o time da casa) pelas condições do campo, tendo o dever de fiscalizar para ver se está dentro de um padrão aceitável.

O gramado alto claramente atrapalhou o desenvolvimento do jogo, não só do Atlético, que foi o mais prejudicado por também ser o time mais qualificado e não conseguir trabalhar a bola, mas também o Patrocinense, que perdeu ou deixar de criar algumas jogadas pelo estado do gramado.

Mais alto que o gramado, só o problema do Atlético com a bola aérea

O Atlético teve grandes problemas em 2023 com as jogadas de bola na área, e, em 2024, o problema se mostrou realmente crônico e já castigou o clube. Mas antes, o Galo sorriu ao abrir o placar com um golaço de falta do zagueiro Mauricio Lemos, que soltou o pé em uma cobrança sem chances para o goleiro. Isso depois de Everson, que viveu de milagres no último ano, ter feito o seu primeiro na temporada após uma cabeçada em jogada de escanteio.

Mas a bola aérea, claro, chegou para apavorar o Atlético. Aos 16 minutos, Marcinho recebeu na ponta da área e mandou com perfeição na cabeça de Everton, que cabeceou (sozinho) bonito no cantinho, sem chances para Everson, empatando o jogo.

A partida então ficou feia, truncada, com os times sem conseguir criar nada (muito por conta do gramado. O Galo tinha mais a bola, mas não encaixava as jogadas. Só nos minutos finais, aos 44 para ser mais exato, que o Alvinegro foi assustar de novo. Arana cruzou, Kardec escorou e Paulinho bateu meio torto, mas parou no goleiro, que fechou o ângulo dele. No rebote, Igor Gomes bateu bonito buscando o ângulo, mas acertou a parte de cima da rede.

Fora esse lance, que aconteceu quase 30 minutos depois do gol do Patrocinense, ou seja, não teve nada de relevante nesse tempo, o primeiro tempo foi bastante abaixo, claro, muito por conta do gramado, que não deixou o jogo fluir.

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A virada, claro, foi na bola aérea

Nos primeiros 15 minutos do segundo tempo, o Patrocinense foi melhor, criando mais chances, mas sempre pecando na hora de finalizá-las, tanto que Everson não precisou trabalhar, já que os chutes foram para fora. O Atlético seguia tendo mais posse, mas sem fazer isso resultar em lances perigosos.

Depois de 10 minutos sem muitos lances, o Patrocinense voltou a ter mais ênfase no ataque e se arriscou mais, chegando enfim ao seu merecido gol da virada que, claro, foi de bola aérea, o terror do Atlético. Aos 27 minutos, Hudson apareceu atrás de Arana e completou de peixinho cruzamento vindo da esquerda.

Com a virada, o Patrocinense passou a deixar o Atlético ainda mais com a bola, tentando sair em alguns contra-ataques e em erros do time atleticano – que aconteceram com frequência. Do lado do Galo, o jogo não mudou, mesmo com as alterações de Felipão. O time seguiu ineficiente e sem conseguir encaixar uma jogada sequer. No último lance, Jemerson quase empatou com um golaço de meia-bicicleta, mas a bola foi ao lado da trave.

Foto de Alecsander Heinrick

Alecsander HeinrickSetorista

Jornalista pela PUC-MG, passou por Esporte News Mundo e Hoje em Dia, antes de chegar a Trivela. Cobriu Copa do Mundo e está na cobertura do Atlético-MG desde 2020.

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