Brasil

‘Dez vezes Garrincha’: Óscar Romero exalta passado e projeta futuro do Botafogo

Apresentado no Botafogo nesta quinta-feira (28), o meia Óscar Romero explicou escolha pelo número 70

O Botafogo, enfim, apresentou o seu último reforço deste começo de 2024. Nesta quinta-feira (28), o meio-campista Óscar Romero foi apresentado no Estádio Nilton Santos e concedeu a sua primeira coletiva como jogador do clube. Anunciado há cerca de dez dias, ele desembarcou no Rio de Janeiro no ainda na última semana e assinou um contrato válido até o fim de 2024, com possibilidade de renovação.

Apesar da expectativa de que pudesse usar a camisa 7, que está vaga neste momento, o Romero optou por usar o número 70. E a explicação para esta escolha está relacionado com o maior ídolo da história do Botafogo.

— Meu número historicamente sempre foi o 10. É uma homenagem à Garrincha. São 10 vezes Garrincha, um ícone do Botafogo – afirmou Óscar Romero em coletiva de imprensa no começo da tarde.

Além de valorizar a história do Botafogo, Óscar Romero mostrou como as perspectivas sobre o futuro do clube, sob o comando de John Textor, dono da SAF alvinegra, foram importantes para ele aceitar a oferta do Glorioso.

— No momento em que o Botafogo se comunicou comigo, fiquei com muito orgulho, satisfação, sabemos que esse clube tem uma tradição muito importante no país. Para mim, é um desafio muito importante na minha carreira. O futebol brasileiro é um dos melhores do mundo, então vir para um clube que projeta boas coisas, com projetos para o futuro, me fez decidir em todos os aspectos vir para cá – disse Romero.

Quando Romero pode jogar pelo Botafogo?

Com Romero anunciado e apresentado, agora a expectativa é pela estreia do meia com a camisa do Botafogo. E ela pode acontecer na próxima semana. Como o paraguaio chegou do clube na última semana, após o prazo final de inscrições para o Campeonato Carioca, ele não pode atuar no domingo (31), contra o Boavista, pela Taça Rio. Dessa forma, ele só pode entrar em campo a partir de quarta-feira (3), quando o Glorioso estreia na fase de grupos da Copa Libertadores, contra o Junior Barranquilla-COL, no Nilton Santos.

Romero estava sem clube após rescindir o seu contrato com o Pendikspor, da Turquia, em fevereiro. Ele não entra em campo desde o dia 17 de janeiro. O meia garantiu estar bem fisicamente, mas disse que a comissão técnica é quem decidirá quando ele irá jogar pelo Botafogo.

— Sempre na minha carreira fui profissional. Não jogo desde janeiro, mas fora de campo sempre tratei de estar bem fisicamente e pronto quando for chamado. Trabalhei no Paraguai com um preparador físico para estar bem. Isso será analisado pela comissão técnica para ver quando poderão me escalar. Venho para lutar por uma posição, creio que tenho experiência suficiente para poder ganhar meu lugar, respeitando todos os meus companheiros, mas quem vem ao clube tem o propósito de poder jogar. Meu caso não é exceção, venho para lutar por um lugar e tratar de ajudar o Botafogo onde eu possa, mas com a mentalidade de poder jogar – disse Romero.

O fato de Romero estar sem clube foi essencial para a sua chegada ao Botafogo, visto que a janela de transferências internacionais já estava fechada. Para o Glorioso, foi uma oportunidade de mercado para ter um meia que possa ser reserva de Eduardo e até disputar posição com o camisa 33. E o paraguaio falou sobre como pode atuar pelo Botafogo.

— Na minha carreira, joguei em várias posições. Então, aprendi a jogar em muitas posições. Vai depender do treinador, falarei com ele como vai me usar no campo, do meu lado, só posso me apresentar bem, estar concentrado, tratar de me dedicar ao máximo ao clube, a treinar e poder ajudar o time a poder cumprir todos os objetivos deste ano — disse Romero.

Romero fala sobre irmão gêmeo do Corinthians

Agora no Brasil, Óscar Romero vive a expectativa por enfrentar, pela primeira vez, o seu irmão gêmeo, Ángel Romero, que atua no Corinthians. Mas, mais do que jogar contra, Óscar tem em Ángel uma inspiração para se firmar no futebol brasileiro.

— Diferentes, não. Somos parecidos fisicamente, mas cada um com sua personalidade e características no campo. Ele é atacante, eu mais meio-campo, eu de criar jogadas, ele de finalizar. Essa pessoa ganhadora, que vai no clube e busca objetivos, isso temos igual. Admiro muito a carreira dele no Corinthians, um clube difícil de jogar pela pressão, como é o Botafogo. E ele soube sobressair, brilhar, tenho minha admiração pelo Ángel e espero fazer aqui o mesmo que ele fez pelo Corinthians e ter minha própria história pelo Botafogo — finalizou o meia do Botafogo.

Foto de Gabriel Rodrigues

Gabriel Rodrigues

Gabriel Rodrigues é jornalista formado pela UFF e soma passagens como repórter e editor de Lance!, Esporte News Mundo e Jogada10.
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