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‘Foi aqui que pediram a Arena Fatal Model Barradão?’: Sócios do Vitória aprovam venda de naming rights

Plebiscito concluiu que apenas os naming rights do estádio Barradão podem ser vendidos à plataforma de anúncios de acompanhantes

“Foi aqui que pediram a Arena Fatal Model Barradão?”. É assim que começa a publicação do EC Vitória, que detalha o processo democrático para renomear o estádio do clube. A votação dos sócios aconteceu no último domingo (10), e o plebiscito concluiu que apenas os naming rights da arena podem ser vendidos à plataforma de anúncios de acompanhantes, Fatal Model. 

Na primeira decisão, os sócios rejeitaram a proposta de R$ 200 milhões para mudar o nome do clube para “Fatal Model Vitória”. Mais de 86% votaram contra tal alteração. No entanto, uma segunda opção foi votada, a da aprovação da negociação dos naming rights do Barradão, no valor de R$ 100 milhões. Essa contou com o aceno positivo dos sócios, com 73,42% dos votos.

Vale ressaltar que, com a aprovação dos sócios no pleito, a negociação com a Fatal Model deve começar em janeiro de 2024. Nada está definido. No entanto, o perfil oficial da plataforma de acompanhantes já brinca com o tema, inclusive publicou uma montagem em que o estádio aparece no centro de uma borboleta, logo da marca. 

Leia o comunicado completo do Vitória: 

Nas últimas semanas, a Fatal Model ofereceu duas propostas para aquisição de Naming Rights do Vitória. Como a nossa parceria sempre foi pautada no respeito de ambas as partes, nada mais justo do que pedir a opinião dos torcedores do Leão, as pessoas que mais vivem o Colossal no dia a dia. 

Após mais de 15000 votos, as negociações para a compra dos Naming Rights do Barradão serão abertas. A partir de 2024 negociaremos juntos para chegar no melhor para o futuro do clube.

Como numa boa conversa, escutamos tudo o que vocês tinham a dizer e estamos aqui para afirmar o nosso respeito pela opinião dos torcedores rubro-negros. 

Juntos vamos construir uma parceria de respeito, dentro e fora de campo!

Entenda o “Fatal Model Vitória”

A votação para possível troca de nome aconteceu pela plataforma do sócio torcedor “Sou Mais Vitória”. A alteração do nome do clube recebeu a negativa completa no último domingo.

A proposta do nome do clube previa o pagamento de R$ 200 milhões do patrocinador, em acordo válido por 10 anos. Já os naming rights da arena são de R$ 100 milhões, pelo mesmo período. Vale destacar que escudo, uniforme e cores do Leão não estavam em negociação.

– É apenas uma enquete. Ninguém está aqui para vender o nome do Vitória. Quando o Vitória recebe uma proposta como essa, você tem a obrigação de tornar pública, de ouvir as pessoas. Cada um tem sua convicção. Recebemos duas propostas: uma para vender o nome do estádio por dez anos, e outra para o nome do clube. Estamos simplesmente fazendo uma enquete para ouvir o que o torcedor acha disso – disse Fábio Mota, presidente do Vitória, em entrevista coletiva recente.

No dia 1 de dezembro, o Vitória publicou uma nota oficial em conjunto com a empresa, explicando como essa parceria não previa na compra da SAF do time. A parceria, que ganhou o slogan de “um clube fatal”, tem gerado uma repercussão negativa nas redes sociais por conta do preconceito que atinge a profissão.

 

A prostituição não é considerada crime no Brasil. Quando ocorre alguma prisão em decorrência desta profissão, quase sempre é pelos delitos de Ato Obsceno (art. 233 do Código Penal), ou Importunação Ofensiva ao Pudor (art. 61 da Lei de Contravenções Penais). O que é considerado crime, segundo o art. 230 do Código Penal, é o rufianismo, isto é, “tirar proveito da prostituição alheia, participando diretamente de seus lucros ou fazendo se sustentar no todo ou em parte por quem a exerça”.

Foto de Livia Camillo

Livia Camillo

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário FIAM-FAAM, escreve sobre futebol há cinco anos e também fala sobre games e cultura pop por aí. Antes, passou por Terra, UOL, Riot Games Brasil e por agências de assessoria de imprensa e criação de conteúdo online.
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