Brasil

Acompanhamos um dia do ídolo do Fluminense, Germán Cano, em um campo… de golfe

Germán Cano usa o golfe, sua paixão, para evoluir na vida, no futebol e ajudar o Fluminense

Depois de encerrar sua participação no Campeonato Brasileiro, o Fluminense se prepara para o Mundial de Clubes. E o planejamento, claro, prevê merecidas folgas aos campeões da Libertadores. O atacante Germán Cano, então, aproveitou para disputar mais uma etapa do Campeonato Carioca de Golfe, que levou seu nome, e a Trivela acompanhou o dia do ídolo argentino.

Para completar os 18 buracos do campo do Itanhangá Golf Club, no bairro de mesmo nome, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, Cano demorou mais de cinco horas. Entre conversas, autógrafos e explicações sobre o esporte, o argentino admitiu que o hobby faz muita diferença para ele.

— Fico mais relaxado. Para mim, o golfe mudou minha vida porque antigamente era muito ansioso, não ficava quieto, fazia muitas coisas e no golfe encontrei uma tranquilidade para poder fazer o melhor dentro do campo quando jogo. Tive aula e foi o momento em que comecei a comprar os tacos, as roupas e agora sou um apaixonado pelo golfe — declarou o argentino.

O esporte que descobriu em Medellín há 12 anos, por um amigo, virou mais que um brincadeira para Cano, que tem um handicap de um jogador top 30 no Rio de Janeiro. Por aqui, criou grande amizade com Leandro Apolinário, presidente da Federação de Golfe do Estado do Rio de Janeiro, que embora vascaíno, passou até a torcer pelo Fluminense por causa do atacante.

— Quando tenho um folga, sempre venho aqui para tirar todo esse peso, essa pressão que tem no futebol. Aqui, eu fico em paz, fico relaxado, concentrado jogando golfe — disse Cano.

Cano disputou diversas etapas do Campeonato Carioca de Golfe e pontuou bem até aqui, mas não tem chances de título — embora seja considerado bom jogador pelos golfistas. A última etapa do campeonato foi chamada de “Taça Germán Cano”.

Cano usa golfe para evoluir no Fluminense

Em diversos momentos do dia, Cano se aproximava da reportagem e contava “causos” do golfe pelo mundo. Como a vez em que fez um hole-in-one, ou seja, acertou um buraco de primeira, no México.

Desde que conheceu a modalidade na Colômbia, ele jamais parou de jogar. E vê similaridades do golfe com o futebol e a vida. Pela manhã, ele filosofou sobre como o golfe lhe ajuda no Fluminense.

— É mais do que relaxar. O golfe é como a vida. Você erra, acerta, erra e acerta. Sempre em busca de melhorar e medindo cada vez mais coisas para chegar à tacada perfeita, que nunca vai chegar. Nós nunca vamos acertar sempre também, mas não podemos deixar de tentar. Eu tento tanto que acerto e isso me ajuda no futebol e no Fluminense — confidenciou Germán Cano.

 

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Com 84 gols em menos de duas temporadas pelo Fluminense, é claro que o atacante argentino acha mais fácil balançar as redes.

— Vocês viram que eu errei uma bola muito perto. O golfe é muito mais difícil — opinou.

Aos 35 anos, ele mantém físico invejável também por conta do golfe, que lhe ajuda a manter o “quadril solto” e a força no “core”, o centro do corpo. E ele acha mais fácil balançar as redes, claro.

Foto de Caio Blois

Caio Blois

Caio Blois nasceu no Rio de Janeiro (RJ) e se formou em Jornalismo na UFRJ em 2017. É pós-graduado em Comunicação e cursa mestrado em Gestão do Desporto na Universidade de Lisboa. Antes de escrever para Trivela, passou por O Globo, UOL, O Estado de S. Paulo, GE, ESPN Brasil e TNT Sports.
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