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Ferroviária cria sistema de treinos com premiações para motivar jogadoras na quarentena

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Após um ano histórico para o Brasileirão 2020. Times reforçados, chegada de grandes clubes na série A1 — São Paulo, Palmeiras, Cruzeiro e Grêmio — e a transmissão de todos os jogos ao vivo são só alguns exemplos para elucidar como o campeonato estava sendo esperado.

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Mas, tudo isso foi adiado devido aos efeitos causados pelo novo coronavírus. A pandemia trouxe consequências além das quatro linhas e gerou mudanças para todos os setores da sociedade, o mundo precisou dar uma pausa.

O Brasileirão Feminino teve início 8 de fevereiro e foi paralisado 15 de março no meio da sexta rodada. Além dos jogos, os treinos em equipe tiveram que ser interrompidos. Ainda não se sabe quando o campeonato retornará. Mesmo em um cenário de grandes incertezas, o trabalho de alguns clubes brasileiros continuou de maneira remota.

O trabalho continua

Campeã Brasileira de 2019, a Ferroviária tenta manter um ritmo de treinamento nesse período. O clube deu liberdade para as atletas escolherem entre irem para casa ou continuarem na moradia da Ferroviária — onde elas residem durante a temporada. Enquanto a grande maioria optou por ficar em Araraquara, algumas decidiram voltar para suas cidades.

De acordo com a técnica do time, Tatiele Silveira, a comissão técnica busca minimizar as perdas ao passar atividades para as jogadoras. Os treinos físicos da Ferroviária foram feitos pelo preparador físico, Douglas Libonorio, em conjunto com o fisioterapeuta da equipe, Eduardo Bortolozzo, para trabalhar a prevenção das jogadoras também.

A nova programação da equipe iniciou no dia 23 de março, já com todas as atletas em isolamento. As atividades propostas nos treinos mudam semanalmente. “Temos um grupo muito profissional e comprometido com nosso cronograma de atividades. Logo que alteramos a rotina, as meninas já se adaptaram a nova programação em casa”, contou Tatiele à Trivela.

Já na parte tática, Tati – primeira técnica mulher campeã do Brasileiro Feminino A1-, realiza reuniões por videoconferência para analisar jogos com as jogadoras e a comissão técnica.

Para animar as meninas nesse momento, a comissão técnica criou uma competição interna chamada “Guerreiras em Ação“. Tati conta que: “A ideia é manter nosso elo competitivo, mas com premiações ao final desse período que estamos vivendo, para motivá-las de alguma outra forma.”A gincana consiste em atividades valendo pontuações, “criamos um ranking por semana, quando acabar a quarentena, as cinco primeiras colocadas terão suas premiações já estabelecidas pagas pelo clube. E tem coisa boa de prêmio hein!”, brinca Tatiele.

Além de se preocupar com a parte tática e física, o clube de Araraquara vem dando suporte psicológico para as jogadoras. O trabalho é feito pela psicóloga da equipe, a profissional realiza um acompanhamento e algumas atividades dentro da programação semanal.

Foto de Anderson Santos

Anderson Santos

Membro do Na Bancada, professor da Unidade Educacional Santana do Ipanema da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), doutorando em Comunicação na Universidade de Brasília (UnB) e autor do livro “Os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de Futebol” (Appris, 2019).
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